Você conhece o “Traslado”? Pouca gente sabe, mas esse manuscrito foi de grande importância para o resgate da poesia de repente, porquanto era o registro que se fazia num tempo em que livros eram escassos e máquina de escrever era coisa de “doutor”. O texto a seguir é de autoria do esperancense Egídio de Oliveira Lima, com destaque para o “Traslado” nos primeiros anos da literatura de cordel: “Nas duas últimas décadas do século XVIII, os Nunes da Costa e outros poetas populares de Santa Luzia do Sabugí usavam o traslado. Na chegada de Agostinho Nunes da Costa a Riacho Verde, e com o nascimento de seu filho, também Agostinho Nunes da Costa, estendeu-se o uso daquele documento que representava os escritos, poesias e prosa, de intelectuais daquele tempo. Era um caderno de papel almaço ou coisa que o valha caprichosamente manuscrito; o título do trabaho a ser apresentado ou oferecido teria letras góticas e um laço de fita prendê-lo-ia o dorso. Ainda hoje está no gosto dos tr...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.