| Jacinto Barbosa |
O texto a seguir é
extraído do jornal “A União”, edição de 22 de maio de 2012, e fala do nosso
saudoso jornalista Jacinto Barbosa:
“ – Diz aí, grandão!
- Fala, Zepa!
Quando conheci Jacinto Barbosa, ele ainda não estava
nas alturas do jornalismo paraibano, mas já era grande. Tinha estudado e
trabalhado em Campina Grande, parada quase obrigatória de todo esperancense
que, insatisfeito nos roçados, almejava cultivar letras.
Trabalhou em praticamente todos os jornais diários
da Paraíba, sempre ocupando cargos de editor ou diretor. Na televisão, atuou
por quase dez anos como diretor de jornalismo da TV Tambaú, emissora de João
Pessoa, afiliada ao SBT.
E era um craque. No jornalismo impresso, tinha
especial atenção com o desenho da página, aliada a um rigor diferenciado com a
qualidade do texto.
Com veleidades artísticas, ensaiava textos poéticos
e sempre se referia com orgulho ao tempo em que atuara no teatro. Mas era na
música que ele se esbaldava. Como cantor de botequim, em rodas de jornalistas,
era insuperável.
Sua identificação com o tom tráfico do fago era
coisa impressionante. Estivemos em Portugal, fomos a uma “Casa de Fado” na
cidade do Porto e ele nunca esqueceu aquela viagem. Passava o tempo todo
perguntando:
- “Finalmente, onde é que fica Trás-os-montes?”.
Comandou redações sem se deixar submeter a horários.
Enquanto o especial de TV não ficasse pronto, bem redondinho, não tinha hora
para largar o serviço. No impresso, avançava pela noite e frequentava as
oficinas só para ver se o produto final correspondia ao que planejara.
Morreu novo, aos 52 anos. Respondia pela editoria da
revista A Semana e pela Secretaria de Comunicação e Turismo de Esperança. Sua morte
se deu na madrugada de 17 de março de 2009, acometido por um câncer de
pâncreas.
Estive no velório, mas não tive coragem de vê-lo
naquelas últimas preparações. Preferi sair, de fininho, ouvindo ao longe a doce
melodia de “Devolvi”, música que consagrou Núbia Lafaiete e que, na voz de
Jacinto, a torna inesquecível.
(Memórias impressas: A União)”.
Jacinto nasceu em 1956 na
localidade de Lagoa de Pedra, zona rural do Município de Esperança. Era filho
do casal Manuel Nicolau e dona Maria "Zuza". Era casado com Clélia
Toscano e tinha uma filha (Ana Carolina).
Formado em Comunicação
Social pela UEPB, iniciou sua carreira no Diário da Borborema (1979), e
trabalhou nos seguintes jornais: O Momento, Correio da Paraíba e O Norte.
Também prestou serviços à televisão brasileira através das afiliadas da Rede
Globo e SBT na Paraíba.
Rau
Ferreira
Comentários
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.