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Meu passado, poema de Rau Ferreira


Na retina bem marcada
Um livro – Sombra Iluminada –
E a pesquisa que o garoto fez
Na biblioteca, hoje abandonada.

Era um ponto de parada
Da escola à balaustrada
Tantas vezes por mês
Na viva voz da garotada.

Era uma noite encantada
À meia-luz da bancada
Eu-garoto; amigos, dois ou três
No caminhar dessa estrada.

Cada qual, a vida passada
Nos seus destinos – a amada –
Vivíamos a procurar nossa vez
E de vez em quando, separada.

Foi um tempo e não foi nada
Hoje são tudo águas passadas
Tolices, futilidades, insensatez
Sonhei demais, acordei ressacado.

Banabuyé, 14 de fevereiro de 2019.

Rau Ferreira


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