Pular para o conteúdo principal

José Firmino dos Santos


José Firmino dos Santos nasceu em 05 de setembro de 1904, na rua Quintino Bocaiúva, final da rua do Sertão, em Esperança. Filho de João José de Maria e Firmina Maria da Conceição.
Comerciante de nosso município, casou-se com a pernambucana Maria José da Conceição, com quem teve três filhos: José Firmino Filho, Sebastião Firmino (Basto da Pamonha) e Maria Coeli.
Iniciou no comércio com um banco de feira, trabalhando nas praças de Esperança e Areal. Muito trabalhador, não demorou para que ele alugasse um prédio no centro, abrindo assim a sua loja de aviamentos, adquirindo depois aquele ponto comercial.
Na política era aliado de Joaquim Virgolino da Silva e Júlio Ribeiro, ambos da UDN – União Democrática Nacional. Candidatou-se por esse partido e foi vereador por duas legislaturas.
Foi eleito em 1947 com 249 votos e 1955 com 252 votos; ficando na suplência nos anos de 1951, 1959 e 1963.
A sua loja era o ponto de encontro dos políticos, onde muitas vezes se discutiam os destinos do Município. Desta forma, ficava com as portas abertas até as 21 horas. A miudeza era visitada por pessoas influentes como Pedro Mendes, Titico Celestino, Dogival Costa e Sebastião Ataíde.
Pessoa de bons hábitos, não bebia, fumava ou jogava. Era muito reservado e de poucas palavras, até mesmo naquilo que lhe aborrecia, talvez para não trazer preocupação a sua família que tanto amava.
Gostava de participar das festas da padroeira e festejar o São João. Mas não fazia fogueiras em respeito a sua sogra que faleceu no período junino. Frequentava os cinemas da cidade, de Titico Celestino (Cine S. Francisco) e de Inácio Rodrigues (Cine Ideal). No esporte torcia pelo Vasco da Gama (Rio) e pelo Treze FC (Campina Grande).
Mantinha-se informado ouvindo os programas de rádio: Voz do Brasil, Voz do Município e Patrulha da Cidade. Apreciador da boa música, seus cantores favoritos eram Nelson Gonçalves e Orlando Silva.
Católico fervoroso, esteve a frente da Irmandade do Santíssimo por 10 anos, de 1942 a 1952. Era muito amigo do Padre João Honório, vigário que administrou a paróquia de 1937 a 1951.
Foi homenageado pelo Município em 1985, dando nome a uma das ruas de nossa cidade.

Rau Ferreira

Referências:
- TRE, Site do Tribunal Regional Eleitoral. Vereadores. Município de Esperança/PB.
- ESPERANÇA, Lei Municipal do Município (de). Lei nº 504, de 03 de maio de 1985.
- BAN, Fm. Programa Tribuna do Povo. Edição de 07 de abril. Esperança/PB: 2012.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Zorro em Esperança

Por Eliomar Rodrigues de Farias*   No final dos anos 50, o Grupo Escolar Irineu Joffily, situado à rua Joviniano Sobreira, em Esperança, Paraíba, era todo murado com altura de aproximadamente 2 (dois) metros e possuía apenas uma entrada, na rua Joviniano Sobreira, através de um portão de ferro largo com 2 (dois) metros de altura. No prédio haviam corredores que dava acesso às salas de aulas. Ao lado balaustrada, que era uma fileira de pequenas colunas que sustentavam um corrimão ou peitoril, formando um parapeito ou grade decorativa, comum em escadarias, varandas e terraços para dar suporte e segurança. Pois bem, nesse espaço, quando não havia aulas, Eu (Cem de Tutu), Beinha do Sr. Dorgival, Elifas, Tida Tavera, Marcos de Tutu, João de Sr. Anisio, os filhos de D. Aderita: Jadailton, Gilson, Jaime, Janilton e outros colegas que não lembro no momento, todos moravam próximo ao Grupo Escolar, aproveitávamos esse horário sem aulas para jogar. Usávamos bolas de meias, por nós p...

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

Eliazar Patrício da Silva

  Eleazar Patrício da Silva nasceu em Esperança, na Paraíba, no dia 1º de dezembro de 1919. Filho de Antônio Patrício da Silva e Maria Helena da Silva. Era casado com Hermengarda Bauduíno Patrício. Filhos: Ana Beatriz e Norma Lúcia. Começou a trabalhar aos 12 anos, plantando milho e arroz em sua terra natal. Nos anos 40 do Século passado, Eliazar foi um dos editores d’O Boato, jornalzinho que circulou em nosso município, em parceria com João de Andrade. Formado em Direito, notabilizou-se em nossa cidade pelos seus discursos, conforme escreve Gemy Cândido em seu livro Riachão de Banabuyé, que assim resume a sua carreira: “Chegou a Secretário de Finanças de São Paulo no Governo de Jânio Quadros, advogado da Cinzano e das Organizações Sílvio Santos”. Estudou no Liceu Paraibano e no Ginásio de Pernambuco. Inicou o seu bacharelado em Direito pela Faculdade do Recife, tendo concluído na Faculdade de Goías (1944). Especialista em Administração Tributária, atuou como professor de R...

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

História de Massabielle

Capela de Massabiele Massabielle fica a cerca de 12 Km do centro de Esperança, sendo uma das comunidades mais afastadas da nossa zona urbana. Na sua história há duas pessoas de suma importância: José Vieira e Padre Palmeira. José Vieira foi um dos primeiros moradores a residir na localidade e durante muitos anos constituiu a força política da região. Vereador por seis legislaturas (1963, 1968, 1972, 1976, 1982 e 1988) e duas suplências, foi ele quem cedeu um terreno para a construção da Capela de Nossa Senhora de Lourdes. Padre Palmeira dispensa qualquer apresentação. Foi o vigário que administrou por mais tempo a nossa paróquia (1951-1980), sendo responsável pela construção de escolas, capelas, conclusão dos trabalhos do Ginásio Diocesano e fundação da Maternidade, além de diversas obras sociais. Conta a tradição que Monsenhor Palmeira celebrou uma missa campal no Sítio Benefício, com a colaboração de seu Zé Vieira, que era Irmão do Santíssimo. O encontro religioso reuniu muitas...