Pular para o conteúdo principal

Riacho Amarelo


O Riacho Amarelo é um importante reservatório hidrográfico do Município de Esperança, sua profundidade média é de 5,0 metros. Embora esteja sediado em uma propriedade particular, representa substancial fonte de água. Sua localização georeferencial é 070320,5 S e 355203,6 W.
O terreno pedregoso que existe em volta desta bacia propicia o acúmulo da precipitação pluvial. Em tempos de seca, como os vividos ultimamente no agreste paraibano, a população tende a aproveitar ao máximo as águas desta nascente.
As suas águas têm alto grau de salinidade (salobra), e por tal razão tem se prestado para os mais diversos usos por não ser potável. Alguns usam para o serviço geral da casa (gasto) e serve até para matar a sede dos animais.
No inverno a sua cheia deságua com destino à Alagoa Nova, passando pela zona rural deste município em direção ao Camucá, Caldeirão e Riacho do Boi.
Em épocas remotas, a propriedade pertencia ao Capitão Bento Olímpio Torres. Hoje a necessidade mais premente deste manancial seria o desassoreamento, ou seja, a drenagem para remoção do lodo através da draga (bomba e tubulação de transporte) e aumento de sua profundidade.
O material poderia ser reaproveitado no próprio Riacho Amarelo ou em aterro especializado (Resolução CONAMA n° 344/2004).
Esse ano (2015, data da publicação) o riacho secou, não se tendo notícias deste acontecimento no passado.
Em atualização, com grande alegria, reporto que esse ano de 2022, no mês de julho, o Riacho Amarelo encheu. Não tenho fotos (ainda), mas é uma coisa linda de se ver.
A imagem acima é de seu aspecto de cheia ocorrido no ano de 2011.

Rau Ferreira

Referências:
- Diagnóstico do Município de Esperança. CPRM. Ministério das Minas e Energia. Recife/PE: 2005.

- Fotos: Antônio Ferreira Filho, perfil do Facebook.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

Banabuyé, Capítulo de Romance (Silvino Olavo)

Dentre os materiais que Carlos Bezerra recebeu do cunhado de Silvino – Waldemar Cavalcante – pouco tempo após a morte do poeta, encontra-se um capítulo do romance “Banabuyé”. A documentação foi doada pelo engenheiro ao Grupo de Estudos e Pesquisas do HISTEBR-GT/PB, capitaneado pelo Prof. Charlinton Machado. Escrito na segunda metade do Século XX no período de reclusão, quando esta padecia de crises esquizofrênicas, “ em pleno contexto do ostracismo vivido por Silvino Olavo da Costa, após o retorno definitivo para cidade de Esperança, interior da Paraíba ”, como bem pontuou a equipe de pesquisadores, no trabalho “Silvino Olavo da Costa: Escritos de Solidão e Silêncio”. Irineu Jóffily – em suas “Notas sobre a Parahyba” (1892) – nos diz que Banabuyé foi sempre o nome deste lugar, e assim deveria ter permanecido, por mais auspicioso que fosse “Esperança”. O romance, de certo, A seguir, a reprodução do mencionado capítulo deste romance: “É este governo do povo, constituído pela habi...

Hino da padroeira de Esperança.

O Padre José da Silva Coutinho (Padre Zé) destacou-se como sendo o “ Pai da pobreza ”, em razão de suas obras sociais desenvolvidas na capital paraibana. Mas além de manter o Instituto São José também compunha e cantava. Aprendeu ainda jovem a tocar piano, flauta e violino, e fundou a Orquestra “Regina Pacis”, da qual era regente. Entre as suas diversas composições encontramos o “ Novenário de Nossa Senhora do Carmo ” e o “ Hino de Nossa Senhora do Bom Conselho ”, padroeira de Esperança, cuja letra reproduzimos a seguir. Rau Ferreira HINO DE NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO (Padroeira de Esperança) VIRGEM MÃE DOS CARMELITAS, ESCUTAI DA TERRA O BRADO, DESCEI DE DEUS O PERDÃO, QUE EXTINGUA A DOR DO PECADO. DE ESPERANÇA OS OLHOS TERNOS, FITANDO O CÉU CÔR DE ANIL, PEDEM VIDA, PEDEM GLÓRIA, PARA AS GLÓRIAS DO BRASIL! FLOR DA CANDURA, MÃE DE JESUS, TRAZEI-NOS VIDA, TRAZEI-NOS LUZ; SOIS MÃE BENDITA, DESTE TORRÃO; LUZ DE ESPERANÇA, TERNI CLARÃO. MÃE DO CARMO E BOM CONSELHO, GLÓRIA DA TERRA E DOS...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...