Pular para o conteúdo principal

O Esperança Clube

1953 - Diretoria do Esperança Clube. Acervo Antônio Barbosa
Antes mesmo do centro operário a elite esperancense já haviam idealizado um clube social para abrigar a comunidade e seus festejos anuais, que denominaram de Esperança Clube.
A entidade recreativa foi fundada em 19 de abril de 1941, tendo sua sede na Praça Getúlio Vargas (calçadão). A diretoria da época fora assim constituída: Severiano Pereira da Costa (Presidente); Manoel Rodrigues de Oliveira (Vice-presidente); Prof. Luiz Alexandrino da Silva (1º Secretário); Francisco Souto Neto (2º Secretário); Antônio Coêlho Sobrinho (Tesoureiro); Sebastião Rocha (Vice-tesoureiro); Dr. Newton Pinto (Orador); Dr. Joaquim Freitas Bitú (Vice-orador); e Inácio Cabral de Oliveira (Bibliotecário).
A comissão fiscal da recém criada sociedade, possuía os seguintes membros: Joaquim Virgolino da Silva; Dr. Sebastião Araujo e, Teotônio Rocha.
A adesão se fazia através de subscrição às cotas de ações, no valor nominal de Cr$ 1.000,00 (um mil cruzeiros) cada. Entre os associados, destacamos Luiz Martins de Oliveira (sócio remido), Clóvis Brandão, Arlindo Delgado e José Ramalho da Costa.
Este último cidadão, grande desportista de nossa cidade, também presidiu o clube entre 1950 e 1953, no período em que trouxe à Esperança grande bandas, como a Orquestra Tabajara.
Assumindo a direção do América Futebol Clube, no ano de 1954, Ramalho fez daquele sodalício palco para as apresentações da “Jazz-band Esperança Clube”, que tinha a seguinte formação: Banjo, Hermes; Sax, Zé Boneca; Pistão, Becina; maracá João Vitorino; e sax, Zé Santiago, promovendo grandes bailes, a exemplo da premiação ao Treze F. C., por ocasião da inauguração do Estádio que leva seu nome (1956), e do Miss América (1961).
Outras pessoas que exerceram a presidência do “Esperança Club” foram Sebastião Vital Duarte e Luiz Alexandrino.
O comerciante Dogival Belarmino Costa assumiu a tesouraria de 1961 à 1962, tempo em que se arrecadava dinheiro para a aquisição de um terreno nas ilhargas da cidade, próximo a maternidade, medindo sete metros de frente por trinta de fundos para a construção de sua sede própria.
O imóvel que contava com uma casa conjugada, estava avaliado em Cr$ 12.000,00 (doze mil cruzeiros). O empreendimento não chegou a se concretizar, pois a sociedade desfez-se antes mesmo de sua conclusão.

Rau Ferreira

Referência:
- Arquivo de fotos pessoais e documentos da família COSTA.
- Arquivo de fotos do colecionador Antônio Barbosa.
- Biografia de José Ramalho, disponível em: http://revivendoesperancapb.blogspot.com.br, acesso em 10/03/2015.

- ESPERANÇA, Livro do Município de. Ed. Unigraf: 1985.

Comentários

  1. Caro Rau, gostei da publicação. Faço ressalva à foto que ilustra o texto: A foto é da inauguração da Sorveteria Alvorada, no ano de 1960. Abraço.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

Administração Odaildo Taveira (1979)

Odaildo Taveira Rocha foi eleito pela ARENA 1, com apoio de seu Luiz Martins, numa eleição muito acirrada contra José (Zeca) Torres. Ele que já havia sido vice de seu Luiz (1973-1977), agora se elegia gestor do Município de Esperança, tendo como vice o Dr. Severino (Nino) Pereira. Ex-funcionário de banco, iniciou seus estudos no Externado “São José”, da professora Donatila Lemos. Odaildo também chegou a presidir o Conselho de Desenvolvimento de Esperança que, em parceria com o PIPMOI - Programa Intensivo de Preparação de Mão-de-Obra Industrial, organizava cursos de marceneiros, tratoristas, encanadores e eletricistas a serem ministradas pelo SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.   Com relação a sua administração, colhemos dados em uma publicação do parceiro e blogueiro Evaldo Brasil, em seu site “Reeditadas”, o qual publicou um calendário com o resumo do ano de 1979, que passo a reproduzir.   “ Poder Executivo Prefeito: Odaildo Taveira Rocha Vice-pre...

Algumas histórias de Esperança, por Odaildo Taveira

“Existia em Esperança – uma coisa muito interessante, pra juventude tomar conhecimento – aqui em frente, onde havia uma loja, morava seu Joaquim Soldado; ele tem um filho que é seu Zé Soldado, ele tá com 95 anos. E seu Joaquim tinha um jumento, e ele ia sempre aqui para o Cabeço, no nosso município, vizinho a Pocinhos, e seu Joaquim vendia pão, vendia aliado, que eram uns biscoitos grandes assim, que as padarias não vendem mais, e seu Joaquim vendia um bocado de coias. Ele chegava nos trabalhadores do sítio e aí encostava a jumenta e os cabras só comendo, os trabalhadores, comendo, comendo e daí a pouco um pedaço, na hora de pagar, aí seu Joaquim, calado perguntou: - Tu comeu, quanto? E o cabra respondeu: - Eu comi dois. - E você? Dizendo com outro. - Eu só comi um, respondeu. Aí seu Joaquim escutava tudinho e puxava um crucifico assim de uns 40 cm e dizia: tu jura? Tu jura? Eu sei que eles tinham que dizer a verdade. São algumas figuras folclóricas da cidade de Esperan...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

Capelinha N. S. do Perpétuo Socorro

Capelinha (2012) Um dos lugares mais belos e importantes do nosso município é a “Capelinha” dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro. Este obelisco fica sob um imenso lagedo de pedras, localizado no bairro “Beleza dos Campos”, cuja entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. A pequena capela está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Consta que na década de 20 houve um grande surto de cólera, causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira, teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal.  Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à ...

A origem...

DE BANABUYU À ESPERANÇA Esperança foi habitada em eras primitivas pelos Índios Cariris, nas proximidades do Tanque do Araçá. Sua colonização teve início com a chegada do português Marinheiro Barbosa, que se instalou em torno daquele reservatório. Posteriormente fixaram residência os irmãos portugueses Antônio, Laureano e Francisco Diniz, os quais construíram três casas no local onde hoje se verifica a Avenida Manoel Rodrigues de Oliveira. Não se sabe ao certo a origem da sua denominação. Mas Esperança outrora fora chamada de Banabuié1, Boa Esperança (1872) e Esperança (1908), e pertenceu ao município de Alagoa Nova. Segundo L. F. R. Clerot, citado por João de Deus Maurício, em seu livro intitulado “A Vida Dramática de Silvino Olavo”, banauié é um “nome de origem indígena, PANA-BEBUI – borboletas fervilhando, dados aos lugares arenosos, e as borboletas ali acodem, para beber água”. Narra a história que o nome Banabuié, “pasta verde”, numa melhor tradução do tupi-guarani, ...