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Pedro Pichaco (Conto I)

Conto I

Pedro Pichaco ou Pedro Santos, como queiram, foi um folclórico esperancense cujos causos ainda povoam o imaginário local. Há referências ao velho malandro descritas por José Neummane Pinto (Erundina: a mulher que veio com a chuva. Ed. Espaço e tempo: 1989) e Getrão (http://causosdogetrao.wordpress.com). Mas o conto que ora nos reportamos foi enviado por um ilustre anônimo que o assina sob o pseudônimo de Índio Banabuyé, o que é bem sugestivo. Assim escreve o assíduo leitor do nosso blog:
BANCANDO BICHO COM O COPO DE VIDRO

Estava Pedro Pichaco numa cidade bancando o jogo do. Este jogo, que é bastante conhecido em todo lugar tem uma mesa com cinco bichos [urso, leão, macaco, zebra e veado] onde se jogam os dados e o apostador escolhe o animal pelo número subseqüente. Mas Pedro não conseguia apostador algum e lá pelas tantas decidiu bancar o jogo com um copo de vidro, sempre repetindo:
- Só vale o bicho que está no copo!
Um cidadão vendo o bicho através do copo apostou 5 contos na zebra, tendo Pedro repetido as condições: “só vale o animal que está no copo, concorda?”.  O homem respondeu afirmativamente e aguardou. Quando levantou gritou ganhei, mas Pedro retrucou:
- Você perdeu!
- Como assim? Eu vi o bicho, apostei 5 contos nele e quando você levantou o copo deu a zebra!
- Realmente, sua aposta zebrou! Eu disse só vale o animal que está no copo... meu amigo, estou com o copo na mão e não vejo nenhum animal aqui dentro. Só vale o que está no copo!
De fato, a zebra ficara na mesa onde uma toalha ilustrada com outros animais davam sustentação ao jogo”.

Sobre estes fatos, disse-me Vicente Simão e confirmou Antonio Torres que Pedro costumava bancar este tipo de jogo com copo de vidro, donde concluímos ser possível tal acontecido.
Esta foi a primeira contribuição que recebemos após nosso apelo pelos CASOS DE PEDRO PICHACO, no banner inicial de nosso blog. Um outro está porvir, desta vez da lavra do jornalista Evaldo Brasil que o está preparando para breve sua publicação.
Aguardamos ansiosos!


Rau Ferreira

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