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Pedro Pichaco (Conto III)


Conto III

O jornalista e adido culturaEvaldo Brasil fez a seguinte releitura de um dos conhecidos causos de PedroPichaco:

“Pedro Pixaco, o ‘bom de lábia’ dentre outros adjetivos, a troco dealguns tostões, certa feita, ao público da ocasião constituído basicamente deagricultores pouco letrados, garantira jogar uma pedra de paralelepípedo para oalto e, em seguida, segurar no dente, fazendo inclusive um gesto labial,trincando os incisivos.
A multidão apreensiva, que aumenta a cada anúncio doinusitado, aguardava o feito. Depois de passar o chapéu, o malandro finalmenteatirou a pedra pro alto. Não sem antes embolsar o apurado. O paralelepípedocaiu longe. Nesse meio tempo, Pixaco segurou com o indicador e o polegar em seudente, exclamando em movimentos labiais bem coreografados: - Fiz ou não fiz oprometido?!
Após o burburinho e sucessivas risadas, a aglomeração sedispersou, sem fazer questão dos trocados que havia despendido por aquela apresentação.
Pixaco seguiu com alguns contos no bolso e a multidão,entre risos, ciente de ter pago pouco pelo espetáculo da malandragem” (Evaldo Brasil: 24/01/2012, via e-mail).

Segundo consta, o velhomalandro costumeiramente comparecia a sua terra natal e reunia os conterrâneos noantigo Pavilhão da praça, narrando suas aventuras com a tônica do humor.

Rau Ferreira

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