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As reformas da Igreja Matriz

Diz a história que Frei Venâncio construiu uma capela onde hoje está assentada a atual Igreja Matriz, sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Conselho no ano de 1860. A construção terminou dois anos depois e o templo passou a chamar a atenção de todos que por aqui passavam.
Esperança, ainda sob a denominação de “Banabuyé”, era sede de uma fazenda de criação de gados, e se iniciara uma pequena feira de gêneros alimentícios.
A capela, era “a melhor da freguesia” (Notas: Irineo Joffily), considerada “um moderno e vasto templo” (A Parahyba, 1909), considerada uma “bem construída igreja de N. S. do Bom Conselho” (Diccionario: Coriolano de Medeiros).
Pelas fotos de 1935 observamos que era realmente uma bonita e encantadora capela, em torno da qual se desenvolveu a vila com suas casas “baixinhas”. E tornando-se independente no dia 20 de maio de 1908, data em que foi desmembrada da Paróquia de Alagoa Nova pelo Bispo da Paraíba Dom Adauto.
A subvenção para compra do relógio da Igreja teve início no dia 28 de junho de 1931, por iniciativa do Coronel Elísio Sobreira, recebendo importantes doações, inclusive do Bacharel Silvino Olavo. O dinheiro era recolhido junto a Caixa Rural e Operária do Estado.
Monsenhor João Honório, quando administrou a paróquia (1937-1951), alterou a fachada do templo. Os trabalhos tiveram início no dia 08 de novembro de 1939, retirando as antigas torres e deixando apenas uma central, com aproximadamente 14 metros. Na parte interna, foram feitos “consertos no forro de toda a nave e corredores, limpeza e pintura geral e nova instalação elétrica” (Livro Tombo I: 03/02/40).
A inauguração da reforma se deu em 14 de abril de 1940, “Em homenagem à data gloriosa da Ressureição de Jesus Cristo” (Livro Tombo I: 14/04/40).
Na oportunidade, foram concedidas as bençãos e entronização do salão superior da efigie da Sasgrada Família.
“A referida parte nova é um complemento a nossa Igreja Matriz que se compõe de um pavimento térreo, onde funcionam sacristia, secretaria e sala de alfaias, e um andar superior de um só salão, destinado as reuniões das associações religiosas e a sede da ação Católica”, escreveu o paroco.
O trabalho orçou em 27.500$000, em moeda corrente da época.
Em seu interior existia um imponente altar no melhor estilo barroco, com diversas imagens. Coube ao Monsenhor Palmeira a sua derrubada, seguindo orientanção do Concílio Vaticano II pois os padres não podiam mais celebrar de costas para os fiéis.
De lá para cá muitas a igreja sofreu diversas reformas, mas nada que alterasse as suas características, como fora a de 1940.
Procurou-se sempre preservar a sua arquitetura, acrescendo apenas em formosura. Mudou o piso, por exemplo, que passou a ser de granito, mas manteve-se intocável a estrutura principal.

Rau Ferreira
Fonte:
-         JOFFILY, Irineu. Notas sobre a Parahyba, Editora Typographia do "Jornal do Commercio": 1892, p. 208/209;
-         “A Parahyba” Volume 2, Ed. Imprensa Official, 1909;
-         MEDEIROS, Coriolano de. Diccionario chorographico do Estado da Parahyba , Ed. Imprensa Official, 1914: p. 35.
-         Jornal “A União”, Estado da Paraíba, edição de domingo 28/06/1931;
-         Jornal “A União”, Estado da Paraíba, n. 210 edição de domingo 13/09/1931;
-         Site da Paróquia, disponível em http://www.paroquianossasenhoradobomconselho.org;
-         Livro Tombo I da Paróquia: pág. 03/02 à 14/04/1940;
-         Revista Centenário, Ed. Jacinto Barbosa: Esperança, 30 de maio de 2008;
-         Livro do Município de Esperança, Ed. Unigraf, 1985, p. 70/71;
-         Revista “Esperança 82 Anos”, Ed. Jacinto Barbosa: Esperança, novembro de 2007;

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