Pular para o conteúdo principal

Pedro José de Andrade

O comerciante Pedro José de Andrade, popular “Pedro Lourenço”, nasceu no Alto do Seixo, Síto Boa Vista de Esperança, no dia 26 de junho de 1935, sendo o terceiro filho de uma prole de 13 do casal José Lourenço de Andrade e Regina Delfina da Conceição.
Estudou no Grupo Escolar de Lagoa de Pedro com o Professor “Costinha”, onde aprendeu as primeiras letras. E começou a trabalhar muito cedo, arando terras de seu pai no Sítio Massabielle e carregando água para casa, atendendo a pedido de sua mãe. Uma grande seca porém, tirou-lhe o gosto pela agricultura.
A partir daí decidiu seguir a profissão do pai: marchante. Passou a acompanhar seu genitor percorrendo as localidades de região comercializando carnes daqui até o Brejo de Areia. Na época, se transportava alimentos no lombo de jumentos, eram os chamados “tropeiros”.
Na década de 50 Pedro e seu irmão Epitácio resolveram abrir uma mercearia próximo ao local onde iria ser construído o Mercado Público de Esperança.
As fracas vendas levaram ao fim da sociedade e seu irmão foi trabalhar no Rio de Janeiro, enquanto Pedro deu prosseguimento ao negócio sob a denominação de “Armazém Andrade”, que permanece até hoje.
Muito inteligente e vocacionado para o comércio, seu Pedro fazia de tudo um pouco. Colocava barracas nas festas de Padroeira (jogos, cachorros-quentes e pipocas) e vendia “araruta” no Carnaval, além de produzir por conta outros produtos como bebidas e sabão.
Foi proprietário de uma fábrica de pipocas na rua José Andrade próximo a Energisa, cuja produção abastecia toda a região.
Em 1962 adquiriu seu primeiro carro de passeio: um Jeep 1960. Naquele tempo possuir um veículo era privilégio de poucos e seu Pedro realizava enfim um grande sonho. O segundo carro foi uma Rural, seguido de diversas Kombis.
Ainda naquele ano de 1962, contraiu núpcias com a jovem Maria do Carmo Barbosa, filha de Modesto Vitor e Rosa Barbosa com quem teve 5 filhos.
Em 1968 juntamente com Marré e outros amigos, fundou um bloco carnavalesco que depois se tornaria a premiada Escola de Samba “Última Hora”. Já nos anos 70, passou a adaptar carros para brincar o carnaval.
Participou da política a convite do Prefeito Joaquim Virgolino integrando a legenda da ARENA 2, faltando-lhe apenas 30 votos para eleger-se Vereador, mas alcançando a marca de 218.
Seu Pedro segue dando exemplo de honestidade e trabalho, sendo um dos comerciantes mais antigos da cidade. Nas palavras do seu filho Jailson: “Ele é acima de tudo um exemplo para toda a família”.

Rau Ferreira

Fonte:
- "Família Andrade: Um século de lutas, conquistas e vitórias" - 3ª Edição Revista e Ampliada, Jailson Andrade: Espeança/PB, 30 de julho de 2009;
- site: www.tre-pb.gov.br, resultado das eleições.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Matias Grangeiro

Matias Grangeiro nasceu no dia 20 de abril de 1941, filho do também comerciante Severino Grangeiro de Maria. Casado com a Sra. Luciene Honorato, era pai de cinco filhos: Fabiana (in memorian), Miguell, Renato, Fábio e Taiana; esta última, primeira dama de nosso Município. I niciou no comércio com uma torrefação de café - o Dona Branca -   em 1968, na Rua José Andrade da Silva. Após a extinção desta firma , devido a forte concorrência , ingressou na revenda de móveis e eletrodomésticos (1975), fundando a “Matias Grangeiro & Cia. Ltda” com o nome fantasia de DECORAMA . Esta chegou a ter 26 filiais no Estado (oão Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Mamanguape, Queimadas, Alagoa Grande, Solânea, Areia, Bananeiras, Cuité, Remígio, Picuí, Pocinhos, Barra de Santa Rosa, Soledade, Arara, Nova Floresta, etc.), com 220 funcionário e gerando cerca de 300 empregos diretos. Com o sucesso que obteve neste ramo , abriu filiais nas cidades de...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

Severiano Pereira da Costa

Severiano Pereira da Costa foi um dos grandes comerciantes locais, proprietário de uma casa de estivas. Ligado ao PSD, foi prefeito de Esperança (1942-1944), vereador e presidente da Câmara (1951-1955). Na vida social, participava do “Esperança Clube”, sendo presidente desta associação, sendo também dirigente da agremiação “São Cristóvão Esporte Clube”, criada em 12 de setembro de 1945. O título de cidadão esperancense, lhe foi concedido pelo prefeito Arlindo Carolino Delgado, por iniciativa do edil Antônio José do Nascimento, que em sua justificativa, esclarece a homenagem: “ Severiano Pereira da Costa é um esperancense de coração já consagrado pelo povo que o acolheu Prefeito e Vereador. É um homem absolutamente voltado ao progresso de Esperança, tendo, inúmeras vezes, demonstrado ser um apaixonado de nossa causa. Homem do trabalho, da paz e da concórdia. Durante esse largo período que vive ao nosso lado, sofrendo e chorando as dores do povo esperancense, tem participado, efeti...

Os Oliveira Ledo e o Município de Esperança

A família Oliveira Lêdo foi uma das primeiras a se estabelecer no interior da Paraíba. A partir de concessões de Sesmarias pela Coroa Portuguesa, nos Séculos XVII e XVIII, eles abriram caminhos e fundaram aldeias que permitiram o avanço da pecuária e o povoamento do Cariri Velho e Agreste. A ocupação da área onde hoje fica Esperança começou com o casal Marinha Pereira de Araújo e João da Rocha Pinto, que eram descendentes diretos do patriarca Custódio de Oliveira Lêdo. O casal estabeleceu currais nessa região por volta do século XIX, além de fundar a Fazenda Banabuyé. Essa fazenda de gado ocupava as terras que atualmente constituem o território urbano e rural do Município, servindo como o primeiro ponto de habitação colonial. Conforme inventário e registros genealógicos, citados no livro “Os Oliveira Ledo e a Genealogia de Santa Rosa” (1978), o casal deixou filhos que se espalharam e se casaram com outras famílias tradicionais da elite agrária, fracionando a terra através de hera...

Padre Luiz Santiago. Suas origens

Padre Luiz Santiago Onde nasceu o Padre Luiz Santiago? Antes, porém, precisamos responder quem foi este clérigo polêmico e ousado; filósofo, arqueólogo, historiador, escritor e piloto de avião, uma personalidade com ideias muito avançadas para o seu tempo. Os seus pais Delfim Izidro de Moura e Antonia de Andrade Santiago uniram-se em casamento no Sítio Lagoa Verde, em Esperança, a 18 de novembro de 1896, de onde seguiram para residir numa propriedade na Meia Pataca. Fruto desse enlace matrimonial, nasceu em 25 de agosto de 1897 um filho, a quem deram o nome de "Luiz". A “Meia Pataca” é uma comunidade rural na divisa de Esperança e Remígio, dividida por um acidente geográfico, ficando assim chamada de “Meia Pataca de Cima” e “Meia Pataca de Baixo”. A maior parte pertence a Esperança, terra agricultável para feijão e batatinha, sendo assim chamada, pela tradição, por ali ter sido encontrada uma moeda de valor. Uma áurea de mistério envolve o lugar. O menino cresceu o...