Pular para o conteúdo principal

Produção literária (atualização, por Evaldo Brasil)

Memoria do Carnaval de Esperança e mais duas publicações atualizam Produção Literária alusiva à Esperança ou de Esperancense*

Na gráfica União desde meados do ano passado, com o intuito de vir à publico em 1º  de dezembro, pela passagem dos 90 anos de emancipação política da cidade, só agora chega às mãos dos esperancenses BanaboéCariá (FERREIRA, Rau. 2016).
         A última publicação registrada no recém-publicado BanaboéCariáfoi Zazá, um homem ou um mito? do Bispo Bruno, filho do personagem (2015, saiba mais no BV033, Ago/Set15).
         Mesmo que não houvesse esse lapso temporal, o presente de Ferreira já estaria na lista de fato histórico. O que quer que encontrássemos de antes já não poderia ser incluído. *Assim é que três títulos ficaram de fora da obra, por novidades que foram para a pesquisa ou previstos para depois embora lançado antes (!). Neste caso, na sexta-feira véspera do Carnaval o Memorial de Inácio Gonçalves nos traz um pacote de narrativas, notas e registros fotográficos.
         Dividido nessas três partes, a brochura apresenta textos em primeira pessoa, ora vivências ora de conhecimentos passados, geração a geração. Depois, se repetem algumas narrativas em pequenas notas a título de fatos curiosos ou pitorescos. Por fim, a iconografia apresenta-se baseada principalmente no acervo particular, do popular Pagão (Erivaldo de Araújo) dentre outros, do blog Esperança de Ouro e da série de cartões 80 anos de Esperança (masBrasil).
         De posse do livro prefaciado pela professora Marilda Coelho, o leitor encontrará 45 textos, a exemplo de Um patrimônio cultural de Esperança, Os grandes baluartes, O Coronel nas Ondas, Os bailes do Esperança Clube, Os destaques de ontem e de hoje, Personagens que se destacaram, A presença da mulher, O tradicional, O autêntico remanescente, As peculiaridades do folião, Percurso da folia, Bom Porque Pode, O Carnaval de 1954, A Boneca do Léro, O Boi de João Marcolino, Última Hora, Os Borós, O Carnaval de 1982, Os Taka-toxas.  Dentre os 18 fatos pitorescos, A prisão de Léro, ADifusora de Pedoca e Os filhos de Juvenal.
         Outra obra, José Quarentinha, um menino sem infância, carece de pesquisas. Além da produção em cordel, não catalogada por Ferreira e das publicações de pequenas tiragens, como Livro de Piadas dos alunos da EJA-Timbaúba e uma série infantil com exemplares únicos de alunos da escola municipal do Distrito do Pintado. E quanto ao terceiro? O próprio BanaboéCariá: Recortes da Historiografia do Município de Esperança.

            Evaldo Brasil

(*) Lautriv Mitelob – Magazine Cultural de Esperança BV041

Também disponível em: http://www.calameo.com/read/00257461167d90ce8f226

Comentários

  1. Caro amigo, o texto faz referência à capa (?). No Boletim Virtual se vê. Aqui poderia estar. Acho que poderia ser incluída. Caso não, a expressão (capa) deveria ser excluída do texto.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

O Topônimo Banabuyé

Esperança comemora este ano uma data muito especial, relativa aos 300 anos da Sesmaria de Banabuyé. Mas alguém desconfia o que esta palavra significa. Pois bem, este topônimo vem da língua Tupi Guarani e pode significar: Borboleta (Bana) e Brejo (Buy ou Puyú), cuja junção nos vem “Brejo das Borboletas”. Por ser uma palavra indígena, há variações de sua escrita: banabuiú, banaboé, banabuié, banabuyé e banaboê. O etnólogo José Gregório apresenta as seguintes variações: “banabuié, banabuyé, panambi, panapu, banabuiú (borboleta d'água), panapuiú (nome de tribo cariri)”. Com efeito, esse topônimo caracterizou a tribo de índios que estavam aldeados nessa região. Segundo L. F. R. Clerot, citado por João de Deus Maurício, em seu livro intitulado “ A Vida Dramática de Silvino Olavo ”, banauié é um “ nome de origem indígena, PANA-BEBUI – borboletas fervilhando, dados aos lugares arenosos, e as borboletas ali acodem, para beber água ”. Tomás Pompeu de Sousa Brasil (1818-1877), o Senado...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

Uma Rádio chamado Esperança, por Jacinto Barbosa

O texto a seguir é de autoria do jornalista esperancense Jacinto Barbosa. Nascido em Lagoa de Pedra, zona rural de Esperança, ele era filho de Manuel Nicolau e dona Maria “Zuza”; e casado com Clélia Toscano. Vamos ao texto! “ Uma Rádio chamada Esperança   Reportagem publicada em A União no ano de 1987   Vinte e cinco anos após a sua emancipação política, a cidade de Esperança, com um pouco mais de 10 mil habitantes, já se ouvia pelas ondas do rádio. Não era uma Tabajara, Caturité ou a Cariri de antigamente, mas chegava aonde queria. Atingia os ouvidos de quem de fato pretendia. E até que incomodou o regime político da época, ao dar informações do Partido Comunista. “A gente recebia jornais tidos como subversivos e lia os artigos e todas as matérias “, lembra Ernani Santos, o pioneiro da radiodifusão esperancense. Mas essa ousadia lhe custou caro. Uma vez, o Exército de Campina Grande recolheu todos os equipamentos da Rádio Cultura de Esperança, sob a acusação de se...

Matias Grangeiro

Matias Grangeiro nasceu no dia 20 de abril de 1941, filho do também comerciante Severino Grangeiro de Maria. Casado com a Sra. Luciene Honorato, era pai de cinco filhos: Fabiana (in memorian), Miguell, Renato, Fábio e Taiana; esta última, primeira dama de nosso Município. I niciou no comércio com uma torrefação de café - o Dona Branca -   em 1968, na Rua José Andrade da Silva. Após a extinção desta firma , devido a forte concorrência , ingressou na revenda de móveis e eletrodomésticos (1975), fundando a “Matias Grangeiro & Cia. Ltda” com o nome fantasia de DECORAMA . Esta chegou a ter 26 filiais no Estado (oão Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Mamanguape, Queimadas, Alagoa Grande, Solânea, Areia, Bananeiras, Cuité, Remígio, Picuí, Pocinhos, Barra de Santa Rosa, Soledade, Arara, Nova Floresta, etc.), com 220 funcionário e gerando cerca de 300 empregos diretos. Com o sucesso que obteve neste ramo , abriu filiais nas cidades de...

Silvino Olavo - O Poeta dos Cysnes.

Silvino Olavo da Costa Entre as figuras mais ilustres do Município de Esperança (PB) destaca-se o Dr. Silvino Olavo da Costa, que alçou destaque nacional a partir de seu primeiro livro de poesias – “Cysnes” – publicado no Rio de Janeiro (RJ), fazendo uma carreira meteórica nas letras. O poeta Silvino Olavo nasceu em 27 de julho de 1897, na Fazenda Lagoa do Açude. Era filho do Coronel Manoel Joaquim Cândido e de Josefa Martins Costa. Seus avós paternos eram Joaquim Alves da Costa e dona Josefa Maria de Jesus; e avós maternos Joaquim José Martins da Costa e Ignácia Maria do Espírito Santo. No ano de 1915 sua família se muda para Esperança, aprendendo as primeiras lições lições com o casal Joviniano e Maria Augusta Sobreira. Em João Pessoa dá continuidade a seus estudos no Colégio Pio X, sendo agraciado com a medalha de Honra ao Mérito por sua dedicada vida estudantil em 1916. Em 1921, parte para o Rio de Janeiro e inicia o curso de Direito. Na ocasião, trabalhou nos Correios e Tel...