Navegar é inevitável (poema de Rau Ferreira)

By | 23.7.15 Deixe seu comentário
Como um símbolo de boa sorte
Ela jogou flores ao mar!...
A areia, o vento e o mar
Completavam aquele cenário,
Com as luzes que vinham de toda parte;
E as ondas no vai-vem danado
- Que a todos eles encantava –
Brilhava com o sol de marte
Quebrado, poente e avermelhado.

Como símbolo de boa sorte
A canoa entrou no mar!...
Um corpo, a canoa e o mar;
Um velho marinheiro a navegar
- em sua última jornada –
De mãos postas ao céu desejar
Que a maré cheia ao levantar
Levasse também seus pecados
Para o mais profundo do mar.

Banabuyé, 22 de julho de 2015.


Rau Ferreira
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