Mulher, poema de Josué da Cruz

By | 19.2.15 Deixe seu comentário
Os versos seguintes foram reproduzidos por Vicente Simão e atribuídos a Josué da Cruz (1904/1968), em entrevista concedida no dia 17 de maio de 2010.
Conta-se que o prefeito de Arara estava numa garagem com alguns correligionários e pediu que Josué e outro repentista trocassem alguns versos. O mote proposto pelo político foi “No riso de uma mulher”.
O colega cantador, após tomar conhecimento de um ocorrido com Josué, incentivou-o a seguir o repente. Por fim, Josué completou com esta estrofe:
Mulher animal ingrato
Sabe o que me aconteceu
um dia minha mulher me deu
sopa com erva de rato
teria morrido de fato
se não provasse da colher
sentindo um gosto qualquer
joguei fora e não tomei
foi tudo o que encontrei
num riso de uma mulher”.

Seu Vicente é um contador de “causos” esperancense, que com muita galhardia e boa memória narra os fatos pretéritos da nossa cidade. Exaltando figuras lendárias esperancenses, nos chama a atenção para a preservação da nossa história.


Rau Ferreira
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