Pular para o conteúdo principal

Prado Esperancense

Em nosso município, alguns criadores, imbuídos pelo desejo de propiciar o engrandecimento da raça cavalar, organizaram um “prado”. As corridas era organizadas por Alfredo Régis e tinham lugar na avenida que dava saída para o sítio Timbaúba.
O local era plano e de relevo suave. As disputas se davam em torno das argolinhas, em que os cavaleiros procuravam acertar com seus bastões, e as famosas corridas de cavalos.
O “prado” ao mesmo tempo animava o comércio desses animais servia ao propósito de animar o público. E apesar de não ter uma organização regular, registrava muitos freqüentadores que ariscavam seus palpites e realizavam apostas, e também proprietários rurais a ofertar vantajosos prêmios, desejosos ainda por adquirir os melhores cavalos da cidade.
Os cavalos tinham nomes curiosos, como “sabiá”, “gavião”, “mimoso”, e em geral ressaltavam uma qualidade do animal ou homenageavam figuras da natureza.
Outro detalhe é que, no local onde se realizavam tais eventos, acorriam alguns moradores e, no seu entorno, formava-se um arruado que depois se denominou de “rua do Prado”.
Mais tarde foi construído no local a cadeia pública, e esta urbe ficou conhecida, também, com o nome de “rua da Cadeia”. Finalmente, em 1976, por força da Lei 331, de 08 de setembro, foi oficialmente inaugurada com o nome de rua Alfredo Régis, em homenagem aquele que tanto incentivou o prado.

Rau Ferreira


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

A Capelinha, por Nino Pereira

Por Nino Pereira *   Em torno da cidade, encontramos um lindo penhasco onde em seu sopé existe o tanque do araçá. Local de fixação das antigas tribos de índios Cariris que iniciaram a colonização de Esperança. Da acrópole, temos uma linda visão panorâmica da cidade e encontramos o monumento cognominado de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Atualmente se encontra em bom estado de conservação, existindo no seu interior, uma imagem num altar e ao lado uma inscrição com as seguintes expressões na lápide: “01/01/1925 – MANUEL R. DE OLIVEIRA E SUA ESPOSA ESTHER F. DE OLIVEIRA MANDARAM CONSTRUIR ESTE MONUMENTO, COMO UM ACTO DE AGRADECIMENTO A VIRG. SS. DO PERPÉTUO SOCORRO POR MERCÊS POR ELLES ALCANÇADOS. MERECEU APROVAÇÃO E BÊNÇÃO DE SUA EXCIA. REVMA. D. ADAUCTO, ARCEBISPO DA PARAHYBA, E CONCURSO DO POVO E DO PE. JOSÉ BORGES QUE O INAUGUROU SOLENIMENTE”. Realizando-se pesquisas em arquivos da municipalidade e no livro do “tombo” da paróquia, nada encontramos sobre a data do iníc...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...

Genealogia da família DUARTE, por Graça Meira

  Os nomes dos meus tios avôs maternos, irmãos do meu avô, Manuel Vital Duarte, pai de minha mãe, Maria Duarte Meira. Minha irmã, Magna Celi, morava com os nossos avós maternos em Campina Grande, Manuel Vital Duarte e Porfiria Jesuíno de Lima. O nosso avô, Manuel Vital Duarte dizia pra Magna Celi que tinha 12 irmãos e que desses, apenas três foram mulheres, sendo que duas morreram ainda jovens. Eu e minha irmã, Magna discorríamos sempre sobre os nomes dos nossos tios avôs, que vou colocar aqui como sendo a expressão da verdade, alguns dos quais cheguei eu a conhecer, e outras pessoas de Esperança também. Manuel Vital e Porfiria Jesuíno de Lima moravam em Campina Grande. Eu os conheci demais. Dei muito cafuné na careca do meu avô, e choramos sua morte em 05 de novembro de 1961, aos 72 anos. Vovó Porfiria faleceu em 24 de novembro de 1979, com 93 anos. Era 3 anos mais velha que o meu avô. Nomes dos doze irmãos do meu avô materno, Manuel Vital Duarte, meus tios avôs, e algum...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...