Muita gente ao se referir ao modo grosso de algumas pessoas, dizem que “fulano é como papel de embrulhar prego”, não olvidando conhecer que tempos atrás o papel de embrulho era “pau pra toda obra”. Na verdade, ainda alcancei esse tempo em que ele era embalagem para tudo que se comprava nas vendas e bodegas de nossa cidade, sem qualquer escrúpulo ou ojeriza de hoje, quando as sacolas biodegradáveis dominam o mercado. Pois bem. Lendo o jornal “Correio de Esperança”, periódico que circulou em nossa cidade nos anos ’30 do Século passado, deparei-me com uma matéria que me chamou a atenção nesse aspecto, cujo título era “Velhos Costumes”. De interesse histórico, resolvi então reproduzi-lo nesse semanário: “ Dos velhos costumes de nossa terra, um dos que merecem a nossa reprovação é o de embrulhar em papel de jornal o pão, como a bolacha ou qualquer outro alimento dos quais nos servimos sem lavá-los previamente, ou sofre decocção. Referimo-nos ao pão, porque é o que mais comumente...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.