Conheci Mané Brás de sopetão Foi assim de repente, numa feira Que deparei me com o cidadão; Vendia de tudo numa esteira: Moedor, bala, isqueiro, relógio e pilão Tudo Mané vendia, no mei da feira. Mané com seu jeito bufão Chamava a freguesia: - “ Venha muié, vem’a sem besteira! Comprar com Mané qué bão, Com Mané você é certeira !” Dizia contente, e sem hipocrisia. Certa feita ali no Riachão Mané vendendo bacias Encantou-se com uma dona Dessas da vida vazia Que não tem um tostão Perdeu Mané a forquilha. Noutras tantas no Julião Dessa mesma cercania Tratou Mané de aliviar A carga que ele trazia Vendendo bocas de fogão A três contos a duzía. O dono do sítio então Sem qualquer regalia Disse-lhe que cozinhava Apenas com lenha e carvão As bocas de nada lhe serviria: - “Vá s’imbora, volte outro dia”. Mané triste procurou João - o Viana, aquele da poesia – Prá fazer umas rimas pra ...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.