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Maria da Paz Ribeiro Dantas

Maria da Paz Ribeiro Dantas. Fonte: http://www.substantivoplural.com.br/
A poetisa e ensaísta Maria da Paz Ribeiro Dantas nasceu em Esperança, no dia 25 de janeiro de 1940. Filha de Francisco Ribeiro dos Santos e d. Severina Ribeiro Dantas.
Concluiu o ensino primário em Campina Grande/PB. O gosto pela natureza adquiriu na Fazenda São Domingos, no Cariri paraibano.
Aos 14 anos teve pólio, doença que lhe deixou certa dificuldade de locomoção. No entanto, a sede de superar barreiras lhe foi peculiar.
A poesia entrou na sua vida aos 21 anos, quando colaborava em programas de rádio e jornais campinenses. Seu primeiro poema foi publicado em 1962, no Jornal do Comércio, em Pernambuco. Dois anos depois, um de seus poemas foi parar nas páginas da Revista Leitura e, no período de 1967 à 1972, escreveu resenhas para a revista cultural “Vozes”.
Radicada em Recife desde 1963, participou do movimento editorial pernambucano “Edições Pirata”, lançado alguns livros por este selo.
Nos anos 70, iniciou os estudos em torno do poeta, teatrólogo e engenheiro calculista Joaquim Cardozo. E, em 1983, concluiu seu mestrado em teoria da literatura, pela Universidade Federal de Pernambuco, defendendo a tese: “O mito e a ciência na poesia de Joaquim Cardozo”, que foi editada pela José Olympio (1985).
O seu primeiro livro, “Sol de Fresta”, recebeu menção honrosa no Prêmio “Fernando Chinaglia” (1977), sendo agraciada, ainda, através do Prêmio “Jordão Emereciano”, em 1984, pelo ensaio biográfico de Joaquim Cardozo; e pela sua obra sobre “Luiz Jardim”, editado pela Fundarpe em 1989. Além disso, possui inúmeras publicações em jornais e revistas. 
As suas principais obras são: “Sol de Fresta” (Edições Pirata, 1979); “Ilusão em Pedra” (Edições Pirata, 1981); “Joaquim Cardozo – ensaio biográfico” (1984); “O mito e a ciência na poesia de Joaquim Cardozo” (José Olympio, 1985); “Luiz Jardim – ficção e vida” (1989) e “Joaquim Cardozo – contemporâneo do fuguro” (2004).
Participou, ainda, das seguintes coletâneas: Palavra de mulher (1979); Álbum do Recife (1976); A cor da onda por dentro (1981); Poesia viva do Recife (1996); Vericuletos: chemins scabreux – Revue litteraire bilíngue (1997); Corpo lunar, Antologia poética (2002); Estação Recife IIII (2004), Pernambuco, terra da poesia (2005).
A seguir, damos a conhecer, dois de seus poemas, publicados na Web, cuja pesquisa está ao final deste título:

O CAPIBARIBE NO RECIFE
Nada mais doméstico
do que esse boi manso
pastando a si mesmo sob
a canga das pontes.
                                Maria da Paz R. Dantas

MATÉRIA CLARA
Tocar tua voz
fruto anoitecido em veludo.
Tua voz tocar
em pelo em pele em cor.
Lúcida textura
da manhã consumada.
                                Maria da Paz R. Dantas

Faleceu no dia 1º de setembro de 2011, aos 71 anos de idade, deixando inédito seu último livro sobre Joaquim Cardozo: Ser é paradoxal (inédito). A autora sofreu um enfarto e foi sepultada no Cemitério Santo Amaro, no Recife.

Rau Ferreira

Referências:
- CAMPOS, Antônio. CORDEIRO, Cláudia (Orgs). Pernambuco, terra da poesia: um painel da poesia pernambucana dos Séculos XVI ao XXI. Carpem Diem. Recife/PE: 2010.
- DANTAS, Maria da Paz Ribeiro. O mito e a ciência na poesia de Joaquim Cardozo: uma leitura barthesiana. Coleção Abreu e Lima. J. Olympio: 1985.

Pesquisas na Web:
- http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2011/09/02/falece-a-escritora-maria-da-paz-ribeiro-dantas-14915.php, acesso em 03/01/2017.
- http://www.jornaldepoesia.jor.br/mariadapaz.html, acesso em 03/01/2017.
- http://www.substantivoplural.com.br/falece-a-escritora-maria-da-paz-ribeiro-dantas/, acesso em 03/01/2017

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