Pular para o conteúdo principal

Escola de Economia Doméstica de Esperança

A criação de escolas domésticas na Paraíba (1950) sofreu forte influência da ANCAR, serviço de extensão rural, e da Escola de Agronomia do Nordeste (EAN). Foi a partir desta parceria que, em 27 de gosto de 1956, surge em Esperança o primeiro “Centro de Treinamento de Economia Doméstica”, ligado à Escola de Agronomia de Areia.
O objetivo era propiciar às jovens esperancenses o aprendizado das prendas domésticas, como culinária e corte-costura além de outras atividades que eram desenvolvidas. A escola doméstica congregou as artesãs e formou diversos profissionais, dos quais alguns ainda laboram neste ramo.
As primeiras alunas concluíram o curso em 15 de dezembro de 1957, em cuja solenidade foram entregues os certificados, contando com a presença do Dr. Luiz Carlos de Lira Neto, diretor da Escola de Agronomia do Estado, procedendo-se com uma exposição dos trabalhos dos formandos e um coquetel para os convidados. À noite houve um baile ofertado pelos concluintes, festa esta que teve lugar na Escola “Irineu Jóffily” com a nata da sociedade esperancense.
Nesse primeiro ano de funcionamento, a Escola Doméstica de Esperança formou duas turmas. A primeira era assim constituída: Adalcina Soares, Clotilde Valentim, Creuza Rocha, Maria de Lourdes Oliveira, Maria de Jesus Sales, Maria Nazaré Sales, Cícera Duarte, Estela Cândida, Maria Rodrigues, Lúcia Meira, Maria Coeli Firmino, Bernadete Celestino, Josefa Maria de Oliveira, Lindalva Leite, Luzia de Souza, Maria do Carmo, Maria das Neves e Terezinha Santiago.
Da segunda, temos: Benigna C. Meira, Bernadete Maria dos Santos, Carminha Cardoso, Edite M. da Costa, Eva Jacinto, Francisca Faustino, Hilda Farias, Isabel Fernandes, Margarida Palmeira, Maria Amaral, Maria do Socorro Melo, Maria do Socorro Araújo, Maria do Socorro Fernandes, Maria do Socorro Braga e Severina Lins.
Foram paraninfos Luiz Carlos de Souza Neto, Joaquim Virgolino da Silva e Tancredo Coelho. Anos depois, esta escola foi agregada a UFPB, e ingressaram como professoras as senhoras Nevinha Costa e Viva Duarte.

Rau Ferreira



Fonte:
-        FERREIRA, Rau. Banaboé Cariá: Recortes da Historiografia do Município de Esperança. A União. Esperança/PB: 2016.
-        LIMA, Braulino. Encerramento do Ano Letivo do Centro de Economia Doméstica. Correspondente jornalístico. Jornal “A União”. Edição de 15 de dezembro. João Pessoa/PB: 1957.

-        MEDEIROS, Jailton. História de Esperança. s/d. Trabalho escolar. Produção do corpo docente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…