Vocação musical de Elysio Sobreira

By | 6.11.15 Deixe seu comentário
O Coronel Elísio Sobreira nasceu no ano de 1878, na cidade de Esperança/PB. As primeiras letras, decerto, aprendera com seus pais Joviniano e Maria Augusta, antigos professores deste Município, tendo o seu genitor, inclusive, sido dono de um externado em Esperança, enquanto a sua mãe lecionara em uma casa alugada pelo Governo Provincial.
Joviniano Sobreira mantinha uma aula de música na cidade com alunos ilustres, a exemplo de Silvino Olavo e do próprio filho. Nesse aspecto, o pequeno Elysio demonstrara, desde cedo, habilidade para a música.
O escritor Inácio Gonçalves nos informa que ele “tinha a música como um dom e exemplo de abnegação e louvável sapiência. O Coronel Elísio Sobreira, antes mesmo de incorporar-se na nossa então Força Policial, como Alfares, já tinha exercido o cargo de Mestre de Música, das Filarmônicas de Alagoa Grande e de Campina Grande” (Inácio Gonçalves).
A prática habitual deste dom lhe valera o ingresso ainda jovem na carreira militar, por volta de 1907.
Em Alagoa Grande, matriculou-se na sua escola de música de Tonheca Dantas para estudar flauta, notadamente “baseado nos conhecimentos musicais que já possuía”.
Tonheca era mais velho que ele cinco anos, com quem faria boa amizade entrelaçada pela convívio musical. Eles iriam se encontrar anos depois, na Cidade da Parahyba, quando a convite do governador, assumira Elysio o comando da Força Pública.
Naquele Município, comandou a banda de música do Grêmio Literário Recreativo “Peregrino de Carvalho”, apresentando-se já no ano de 1910 como “Alferes” da antiga Polícia da Parahyba, atual Polícia Militar. Alagoa Grande ainda viria o velho coronel dirigindo-lhe os destinos na qualidade de interventor.
Elysio Sobreira faleceu em João Pessoa, no dia 13 de maio de 1942, aos 64 anos de idade, após ter assumido o Comando da Polícia por duas vezes, no período de 1924 à 1928, e de 1930 à 1931.
 Por sua força e bravura foi escolhido “Patrono da Polícia Militar da Paraíba” pelo Governador Flávio Ribeiro (Decreto nº 1.238/57), sendo-lhe dedicado o dia 20 de agosto para as comemorações da Corporação a que serviu por 35 anos.

Rau Ferreira


Fonte:
- GALVÃO, Claudio. A Desfolhar Saudades - Uma biografia de Tonheca Dantas / Claudio Galvão. Departamento Estadual de Imprensa/Gráfica Santa Maria. Natal/RN:, 1998.
- O DEMOCRÁTA, Jornal. Areia, 14 de novembro. Parahyba do Norte: 1894.
- O MALHO, Revista. Ano IX, N° 384. Rio de Janeiro/RJ: 1910.
- SERTÃO, Gazeta do. Órgão democrático. Campina Grande, 31 de Janeiro. Parahyba do Norte: 1890.

- SOUZA, Inácio Gonçalves de. Coronel Elísio Sobreira: do heroísmo ao patronato. Idealgraf: 2010.
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