Pular para o conteúdo principal

A Maternidade, por Dr. Armando Abílio

No dia 1º de maio de 1969 cheguei a Esperança para trabalhar e morar na Casa de Saúde e Maternidade S. Francisco de Assis.Ao lado das Irmãs Teresiana, Gerardina e Cármela éramos responsáveis por todo o trabalho médico hospitalar. Posteriormente, chega Irmã Luciana em substituição a Irmã Teresiana. Esta unidade hospitalar era composta de várias pessoas técnicas. Na década de 70/80 eram realizados em torno, de 130/150 partos por mês, fora os internamentos clínicos e cirúrgicos. Passei 6 anos sem direito a férias, por falta de substituto. Vale salientar, outrossim, que nos atos cirúrgicos, contava com a ajuda espontânea de Dr.Ledo, que trabalhava na Unidade local do SESP. Através do então Secretário do Estado Luis Bronzeado, conhecemos o Dep. Federal Joacil de Brito e através dele conseguimos as seguintes ações: 1ª) Ambulância,que ainda existe. 2ª) Convênio com o Funrural, cuja receita era responsável por toda manutenção do hospital, ampliação do prédio e dos serviços médicos. 3ª) Aquisição dos equipamentos para os ambulatórios de clínica médica e odontologia .4ª) Aparelho de Rx. 5ª) A pedido de D.Palmeira, foram adquiridos os equipamentos de clínica médica e odontologia para o sindicato rural. Com a estabilidade financeira, houve momento, de ter uma reserva de Hum milhão de reais. Com a necessidade urgente da recuperação do imóvel, conseguimos no Ministério da Saúde, através de uma emenda parlamentar, recursos na ordem de 120 mil reais. Posteriormente, aprovamos um outro recurso de 100 mil reais, que infelizmente não foram liberados por falta da apresentação da documentação exigida. 6ª) Com parte da receita e com recursos vindos da Holanda, as irmãs conseguiram construir e recuperar várias casas para pessoas carentes, para isso, mantinham o pedreiro Sr. Agostinho. O Sr. Daví era responsável pela horta. Não defendo a reabertura com o modelo que estava funcionando.

Dr. Armando Abílio*

* Médico radicado em Esperança, e ex-Deputado Estadual e Federal. Atualmente atende na Diagnóstica Clinica e Saúde.

Fonte: Perfil do Facebook “Armando Abílio II”. Sábado, 14/11/2015.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…