Pular para o conteúdo principal

Um tempo novo

Os novos tempos trouxeram uma série de novidades que ainda estão sendo absolvidas pela maioria da população. São as novas mídias e tecnologias que facilitam em muito a vida do cotidiano. Na seara das notícias estas mudanças são mais visíveis, a medida que se aglomeram veículos jornalísticos e pseudo-informativos das mais variadas opiniões. Blogs, sites, perfis e fakes são uma realidade irreversível na vida de qualquer cidadão. E esses formadores de opinião tem conquistado muitas vitórias e realizado uma revolução sem armas, nada para se admirar pois as armas da intelectualidade são as letras!
Pois bem. Vivemos um tempo novo e relembrando o NOVO TEMPO – jornal estudantil que circulou em nosso município na década de 80 – o jornalista Evaldo Brasil ensaia dentro dessa nova concepção de redes sociais um informativo histórico-cultural ligado a nossa gente, a nossa terra; e construído por pessoas das mais variadas ideologias, de forma livre e independente. Trata-se do BOLETIM VIRTUAL ou LAUTRIV MITELOB (particularmente, gosto mais deste segundo nome) que se apresenta “Dedicado especialmente à arte, à cultura e à história da nossa gente”.
A ideia inicial foi escrever e distribuir via net para os amigos, mas o projeto foi ganhando força e hoje está na terceira edição.
Ancorado em uma plataforma pdf e com presença no facebook, tem composições do próprio idealizador Evaldo Brasil, além de Ana Débora Mascarenhas Costa, Rau Ferreira e outros ativistas culturais.
Carentes de dedicação às coisas de valores universais, tais como arte, leitura, tradições e memórias; carentes de política cultural; carentes de agentes dedicados a causas sem fins lucrativos, mas das vocações outras que não a comercial... surgimos e ressurgimos em fases cíclicas”, escreve o jornalista Evaldo Brasil – que tem larga experiência nesta área. Por suas mãos passaram, por exemplo, além do mencionado Novo Tempo, a Revista da Esperança e outras publicações locais.
O informativo na sua concepção tem um código aberto, onde as pessoas podem contribuir enviando seus relatos, textos e fotos, engrandecendo ainda mais este trabalho.
Em sua terceira edição, o BV pode ser visto, lido e baixado no perfil https://www.facebook.com/kaquim3?fref=ts. E também no site http://pt.calameo.com/accounts/2574611.

Rau Ferreira

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…