Pular para o conteúdo principal

Pedro Barbosa (Pedoca)

Por Inácio Gonçalves de Souza
Militar, Desportista e Historiador


Pedro Barbosa, Pedoca (foto: Blog Esperança de Ouro)
Um dos cidadãos mais eclético e folclórico de Esperança é o senhor Pedro Barbosa, mais conhecidos nos meios sociais como “PEDOCA” ou para ser mais excêntrico ele é conhecido também como “PEDOCA DA DIFUSORA”. Esse rústico e animado mencionado locutor sempre soube manter sua denotada paixão pelo seu distinto oficio de comunicação, contemporaneizada pela minha geração, nas décadas de 70 e 80 do século passado.
Voltando ao nosso “HOMEM DIFUSOR” lembremo-nos dos desfiles cívicos de 07 de setembro, como também, dos desfiles de carnaval em Esperança, em que és grande profissional da nossa radiofonia os transmitia, com muita simplicidade e profissionalismo. O seu serviço radiofônico era instalado na Rua Manoel Rodrigues, onde este grande saudoso locutor realizava o seu serviço; estritamente relevante, e a serviço da sociedade esperancense.
Pedro Barbosa, além de locutor, foi um grande desportista, e muito contribuiu para os desportos da cidade de Esperança e adjacências. O seu oficio de locução radiofônica, teve inicio ainda anos 60 ao lado de outro notável profissional do Radio Esperancense: Ernandes da rádio. Pedoca trabalhou ainda em outras cidades da Paraíba, brilhando em outras emissoras de Rádio no Brejo Paraibano e aqui mesmo em Esperança Militou na Rádio Cultura de Guarabira e na Rádio Cidade de Esperança.
Este autentico popular radialista ainda se mantém fiel a seu ofício, até os dias de hoje. O seu serviço radiofônico sobrevive apesar das grandes dificuldades, nas imediações da feira livre de Esperança, no espaço que compreende o campo do América na Rua Jose Ramalho da Costa. Assim Como outros filhos ilustres dessa terra “PEDOCA” merece, por Méritos próprios, permanecer sempre no rol dos grandes homens do lírio verde da Borborema.

Inácio Gonçalves de Souza

 

Referência:

- ESPERANÇA, Folha de. Jornalista Otílio Rocha. Edição nº 06, abril. Esperança: 2011;



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…