Epaminondas Câmara

By | 31.5.14 Deixe seu comentário

Epaminondas Câmara
O escritor Epaminondas Câmara nasceu em Esperança no dia 04 de junho de 1900, sendo filho do casal Horácio de Arruda Câmara e Idalgisa Sobreira Câmara. Nesta cidade, aprendeu as primeiras letras com a professora Maria Sobreira onde viveu até 1910. Em seguida, mudou-se com a família para Taperoá, e em 1920 passa a residir em Campina Grande, onde se radica, trabalha e morre.
Não frequentou escolas ou colégio regulares, mas aprendeu gramática com o professor Clementino Procópio e noções de contabilidade com Renato Alencar. Os conhecimentos contábeis lhe valeram um emprego no Banco Auxiliar do povo.
Após deixar o banco desloca-se para o Rio de Janeiro, onde funda um escritório de Representações e Corretagens, o insucesso o trouxe de volta a Campina Grande e aqui estabelece, em parceria com o cunhado José Costa, o armazém Costa & Cia, comércio atacadista de miudezas e armarinho.
Casado com sua prima Isaura Gameiro (Isaura Câmara), não teve filhos. Homem íntegro, católico fervoroso como sua mãe. Possuidor de uma alma doce e elevado espírito moral, Epaminondas dedicou-se por muito tempo a sua formação moral.
Ajudou a fundar algumas paróquias e Associação dos Moços Católicos, na cidade de Campina Grande (1929), assumindo a Vice-presidência da entidade em novembro de 1934. Participou igualmente da criação da revista mensal “Idade Nova” em 1937.
No dia 24 de fevereiro de 1945, seu nome foi apresentado à Academia Paraibana de Letras, sendo eleito no dia 17 de março primeiro sucessor da Cadeira 18. Tomou posse no dia 21 de julho daquele ano, recebido com um caloroso discurso do acadêmico Hortênsio de Souza Ribeiro.
Na Paraíba, descobriu a chamada “Civilização da Farinha”, no período em que os colonizadores da Paraíba praticavam uma agricultura de subsistência e de escambo, exportando o excedente da farinha para o Sertão.
Epaminondas Câmara faleceu às duas e meia da tarde do dia 28 de abril de 1958. Os seus restos mortais foram transladados para o Cemitério Nossa Senhora do Carmo, em Esperança, onde se encontra o túmulo da família.
Em Campina Grande, uma das ruas do Bairro Catolé foi denominada em sua homenagem.

Rau Ferreira

Referências:
-         PIMENTEL, Cristiano. Mais um mergulho na história campinense. Academia de Letras da Campina Grande, Núcleo Cultural Português. Ed. Caravela: 2001, p. 37/38;
-         CÂMARA, Epaminondas. Evolução do catolicismo na Paraíba: Aos 500 anos da descoberta do Brasil. Prefeitura Municipal de Campina Grande, Secretaria de Educação: 2000, p. 02 e 11;
-         SOARES, Antônio. Autores Parahybanos 99. Ed. Caravela: 1999, p. 19;
-         Academia Paraibana de Letras: Acadêmicos, disponível em: http://www.aplpb.com.br;
-         Wikipédia: Alagoa Nova, disponível em: http://pt.wikipedia.org;
-         Blog RHCG em: http://cgretalhos.blogspot.com
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