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Aurora, poema de Magna Celi

De mim despontou mais uma pétala.
Cada dia eu sou.
Eu sou o que eu não sabia.
Cada vez mais eu mesma.
Eu sou sempre o dia
que descortina a aurora.
Sou claridade
dentro de mim a luzir,
e sou luz a sorrir
sem tremeluzir.
Nunca anoiteço.
Vivo a brincar com a aurora
que está em mim
cor de carmim.
E, neste brilho intenso,
sempre amanheço,
nunca anoiteço.
Sou este alvorecer buliçoso
das constelações irrequietas.

Magna Celi

Fonte:
- Poemas Misticos: Magna Celi; Ed. Idéia, João Pessoa, 2004 – p. 22.

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