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Balada da lâmpada que oscila, poema de Silvino Olavo.

Sob o título “Eremitas da Nova Era”, Alpheu Rabello cita em seu artigo publicado no Jornal “A União”, de 14 de setembro de 1930, o poeta Silvino Olavo, na época, um dos colaboradores da Revista “Nova Era”.
E ao publicar duas de suas composições, extraídas do livro “Cysnes”, comenta que esta obra representa “um punhado de belezas do ritmo e do pensamento, que revela esplendores de suaves e ardentes alegrias e ais cortantes de requintada dor estética”.
Transcrevemos a seguir um dos poemas publicados naquele periódico, de autoria de Silvino Olavo da Costa:

BALADA DA LÂMPADA OSCILANTE

“Vivo a mágoa das horas vesperais
que explodem na Dor, como em cristais
a luz que se refrange e cintila;
dentro da mágua em que minh'alma anseia,
é-me a fé luz mortiça de candeia
e a vida é como a lâmpada que oscila.

Na balada das folhas outonais,
ulula o vento, na copa dos chopais,
onde, às vezes, em cólera sibila;
e fico olhando o incendio que se ateia
nas minhas construções por sobre a areia,
porque a vida é uma lâmpada que oscila.

Piange o requiem final do nunca mais,
a voz dos sinos, pelas catedrais,
no regresso da carne ao pó da argila,
e a humanidade em luta se incendeia,
enquanto anima, apaga ou brouxoleia
a luz da vida, lâmpada que oscila.
Silvin Olavo da Costa
Fonte:
- Jornal “A União”, órgão oficial do governo do Estado da Paraíba, domingo 14 de setembro de 1930, p. 5.

Comentários

  1. o sempre genial silvino, magistral em sua poesa. hb. brodoski

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