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Mostrando postagens de maio, 2024

Sol na Selet/UFCG

  A Unidade Acadêmica de Letras do Campus I da Universidade Federal de Campina Grande realizou dos dias 21 a 24 último a SELET - Semana de Letras: língua, literatura e ensino aberto ao público interno e externo da comunidade. O evento é promovido pelo Centro Acadêmico de Letras “Álvaro Luiz”, em parceria com a Unidade Acadêmica de Letras (UAL) e o apoio do PET-Letras e da Revista “15 de Outubro” A Semana Literária contempla temas relacionados à formação inicial e continuada dos profissionais de Letras com vistas ao debate e a ampliação do letramento acadêmico dos graduandos através de diversas atividades, tais como minicursos, oficinas e grupos de trabalhos. Na oportunidade, os Professores Weslley Barbosa e José Mário da Silva Branco ministraram um minicurso intitulado “Poesia e Crônica na Literatura Paraibana”, ocasião em que o Prof. Weslley fez uma abordagem oral do o poema “Cysnes Flutuantes”: À Adalberto T. de Mello   Deitado sobre a relva verde-cana, aspiran...

Clube CAOBE

O Centro Artístico Operário Beneficente de Esperança – CAOBE foi fundado em 16 de março de 1954. Ao longo de mais de meio século proporcionou lazer e descontração a toda sociedade esperancense. A sua primeira sede social foi em uma garagem alugada na antiga Praça da Bandeira (Praça José Pessoa Filho) onde hoje se situa o Batalhão da Polícia Militar. O sodalício foi idealizado por comerciantes, na sua maioria sapateiros, liderados por Antônio Roque dos Santos (Michelo). Escreve o Dr. João Batista Bastos, ex-Procurador Jurídico Municipal, que: “ o CAOBE nasceu com o objetivo de ser um centro de acolhimento, de lazer, com cunho educativo, onde os filhos e as famílias dos operários, sapateiros, pudessem ter um ambiente, de encontro e de vida social ” (Revivendo Esperança). No local funcionava uma escola para os filhos dos operários, sendo professoras as Sra. Noca e Dilma; com a mudança para a nova sede, a escola foi transferida. A professora Glória Ferreira ensinou para jovens e ad...

Pai Neco e o Cangaceiro

  Pai Neco morava no Sítio Cabeço (ou Cabeça de Boi). Era um pequeno criador e bodegueiro. Praticava a agricultura de subsistência para criar a família. A esposa dona Santa cuidava da casa, das galinhas e dos porcos. Era uma vida simples no campo, com a mulher e os filhos. O Sítio Cabeço era uma vasta propriedade no Cariri, na extrema com o município de Esperança. O imóvel passou por algumas mãos, sendo os mais antigos que se conhece uma senhora que era pecuarista e, que ao negar as “missangas” do gado aos índios, provocou uma revolta que culminou com a morte dos silvícolas na famosa “Pedra do Caboclo”. Também o Padre José Antunes Brandão foi um importante pecuarista e um de seus proprietários; e Manoel Gomes Sobreira, Mestre-escola em Banabuyé, avô do Coronel Elysio Sobreira. Os Decretos-Lei nºs 1.164/38 e 520/43, citados por Reinaldo de Oliveira, colocavam o Cabeço nos seus limites: “ ESPERANÇA: Começa na foz do Riacho do Boi, no Riachão [...] prossegue pelo referido cami...

Terça, segunda e primeira; o João Benedito bateria no Limeira?

  Evaldo Brasil, ativista cultural do nosso município, em um comentário sobre a publicação “Zé Limeira em Esperança”, imaginou o confronto entre o “poeta do absurdo” e o “poeta do tempo” (João Benedito). Disse o adido cultural: “Terça, segunda e primeira; o João bateria no Limeira?”. Passemos a conjecturar este encontro. Zé Limeira ficou muito famoso com a publicação de Orlando Tejo, livro esse já na sua 11ª edição; a quem conhecera nos anos 40 do Século passado, registrando-lhe os versos. João Benedito – por mim biografado – não é menos conhecido; dele já dei conta uma centena de vezes, também de sua capacidade de versejar, poeta que era, considerado “o professor dos cantadores”. Se até as pedras se cruzam, imaginem dois peregrinos como estes! Enfim, Nêumanne Pinto, escrevendo para o Jornal do Brasil, sobre o conterrâneo poeta, nos informa: “Zé Limeira houve um, o que deu origem ao mito todo, e Zé Alves o conheceu, teve até oportunidade de duelar com ele. Da mesma forma,...

A Cassação de Chico Souto

  Esperança tem uma história de disputas que remonta aos anos 40, desde que “Duartes” e “Honórios” mostraram posições antagônicas. De lá para cá, o vento Norte nunca foi o mesmo: um dono de cartório deixou o seu balcão para assumir uma vaga na Assembleia Legislativa, um agente fiscal saiu da coletoria para ser gestor, um dentista saiu do consultório... e assim por diante. O Deputado Estadual Francisco Souto Neto foi cassado por ordem do Exmo. Presidente da República. O chefe do governo, nos termos do AI-5, após relatoria do CSN e informações do Serviço Nacional de Inteligência, resolveu punir diversos parlamentares em todo o Brasil. Em seu prontuário foi anotado o seguinte: “ Agitador. Desenvolveu campanha impatriótica de agitação das massas camponesas, particularmente nos municípios de Sape, Rio Tinto, Mamanguape e Guarabira. Foi assistente jurídico das referidas ligas e quando Secretário de Segurança era o introdutor no Palácio de líderes camponeses. - Facilitou a fuga de...