A domingueira dos anos 80 começava bem cedo. Quem trabalhava, e naquele tempo se permitia menor trabalhar, juntava um dinheirinho para gastar no final de semana. No meu tempo, ou nas minhas condições, fazia sucesso a "bicicross", mas só podíamos locar uma bicicleta barra circular sem paralamas no aluguel de Zé Antonio, na calçada do supermercado Boa Esperança. Cada bicicleta tinha uma numeração que o proprietário anotava na sua caderneta com o horário da devolução. Era uma fila de "magrelas" a maioria na cor vermelha. Tinha também o aluguel de Edinho, em menor escala. A garotada circulava de bike pela cidade, que se resumia a seis ou sete ruas principais. De quando em vez, alguém soltava as mãos do guidão e pedalava em malabarismo para o delírio da molecada. No percurso, era comum parar na Sorveteria Progresso, de Dona Irene, pra comprava o picolé direto da fábrica. Depois das pedaladas, seguia-se um lanche, que podia ser um doce de leite com água no bar...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.