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Mostrando postagens de Março, 2018

Discurso de Antônio Ailson, 100 Anos de Ramalho

Discurso de Antônio Ailson Ramalho por ocasião da sessão solene na Câmara Municipal que homenageou seu pai José Ramalho da Costa por ocasião da passagem de seus 100 anos de nascimento:
Exmo. PresidentedaCâmaraMunicipal DeEsperança, Vereador Adailton DaCostaVereadorRobertoCoelhoCostaautordaproposituraosdemaismembrosdestacasalegislativa , autoridadespresentefamiliaresmeusconterrâneos. Antesdetudoregistrarapresença dosr. EdmilsonNicolau fundadordoAméricaFutebolClubfoijogadordoaméricatesoureiro nagestãodeJoséRamalho naPresidênciadoAmérica. Conheceu umRamalhonoapogeudevida determinadanaconstrução deumestádio.Fezdoaméricadeesperança umtimerespeitável pelosseusadversárioscolocandoentreasgrandesequipesdonordeste. As tardesdedomingoemEsperançadiadejogo erauma festachegava caravanasdetorcedoresdascidadesvizinhasosbareslanchonetesetomadapelosvisitantesquandosetratavadeaméricaetrezeatorcidatrezeanaenvadiaacidade. Ascoisasnãoandavabemasituaçãofinanceira doAméricaeradasmaisdifícilarendadosjogosnãocobri…

Comentário elegante, de Graça Meira

FAMÍLIA COSTA:
Agora eu posso dizer: Nirzo, Everaldo, Fernando, Elzo e Elza Dias Costa. Essa família foi uma das mais notáveis de Esperança. Seu Dogival era um gentleman e Dona Nevinha uma dama, fina e elegante, queridissima na cidade, organizava grandes festas de São João no Grupo Escolar. Os meninos eram bem vestidos e bonitos demais e Elza, uma moça linda, linda, e um encanto no vestir porque Dona Nevinha cuidava dela como de uma princesa. E muitas garotas desse tempo foram apaixonadas por Didi (Everaldo Costa), inclusive eu. Parabéns pra Rau Ferreira por ser filho de Beinha (Elzo Costa). Abcs. Graça Meira

Folheto/Cantoria de Sebastião Timóteo Com Antônio Eugênio (1), por Josemir Camilo de Melo(2)

Numa tarde de agosto, em que até o vento estava parado, no primeiro andar do convento, no lado da sombra, em que não havia mais os arcos barrocos, destruídos na guerra da Praieira, José Vicente ouvia pacientemente, o Irmão Frei Dionísio Timóteo (3) ressuscitar o velho cantador Sebastião Timóteo. Em suas mãos, algumas folhas manuscritas do poeta que abandonara a enxada e a viola e vestira o hábito e o escapulário da Senhora do Carmelo. Andando para lá e para cá, o frade soltava toda a discussão que teve com o cantador Antônio Eugênio. Iniciava a cantoria:
Ao leitor faço ciente Um debate baroenio Que tive com Antônio Eugênio Cantor letrado e valente Peitou pra mim em repente, Me chamou para discussão Ribombei como um trovão Na lira de um trovador Um poeta e um cantor De palmatória na mão
Antônio Eugênio é um cantor Repentista e bem letrado Cientista bem versado E grande improvisador Sebastião é um trovador Que no repente tem manobra Tem licença de sobra Antônio Eugênio foi chegando Sebastião foi lhe avi…

Noite de homenagem à Ramalho

Hoje (20/03) pelas 20 horas na Câmara Municipal irá acontecer uma homenagem ao saudoso José Ramalho da Costa, por ocasião da passagem de seus 100 anos de nascimento. O convite honroso para participar desta noite me veio através de seu filho Antônio Ailson. Aproveitei o ensejo para escrever-lhe um pequeno texto biográfico. Nascido em 21 de março de 1918, filho do casal Antônio Nicolau da Costa e Rita Lacerda da Costa, iniciou no comércio aos 25 anos de idade, no mercado de estivas e cereais, na rua nova, hoje Rua João Pessoa. O forte tino comercial o levou a expandir seu comércio, mudando-se em 1946 para a rua do Sertão, atual Rua Solon de Lucena, e depois para Campina Grande, a cidade “Rainha da Borborema”. Vender e comprar para Ramalho, era como respirar; sabia atender e despachava a freguesia como nenhum outro. O seu balcão era o melhor da cidade – diziam os seus conterrâneos – e todos saíam satisfeitos, e ainda que não encontrassem a mercadoria, acabavam levando outra em seu lugar, a…

Origens da cantoria com João Benedito

A cantoria de viola nasceu do reisado, folguedo do ciclo natalino, onde os reis vinham adorar o menino Jesus. A tradição vem do tempo da escravatura. Dele nos dá notícia José Alves Sobrinho, no memorável texto "A viola e o tempo". João Benedito, poeta popular, cantador e repentista, embora tenha nascido livre, bebeu dessa água para compor os seus versos já tão decantados pelo nosso povo. Apenas para refrescar a memória, vamos citar aqui as contradições do tempo: Há entre o homem e o tempo contradições bem fatais, O homem não faz, mas diz, O tempo não diz mas faz, O homem não traz nem leva, Mas o tempo leva e trás.
Era da família Pichaco, de Zé Luiz da Sorda, conhecido por festejar o “13 de maio” em Esperança. Seus irmãos, Adauto e Honório eram calejados no coco, uma das modalidades da cantoria; só o canastrão Pedro não levava jeito para a poesia, vivendo de aprontar das suas nas feiras, cujas aventuras já foram por mim publicadas em livro. Depois veio a viola e seus desafios e e…

Pedro vive!

Hoje deparei-me na feira com uma situação inusitada que me fez lembrar o Pedro Pichaco: um cidadão que levava nas mãos um toca CDs e seu controle remoto anunciando: É dois por um real!! O aparelho já muito usado não chamava a atenção de comprador algum, salvo pela propaganda que parecia ser vantajoso: dois produtos por apenas dois reais. Tal qual o velho mandrião que no passado aprontou das suas, a exemplo do “homem que vira macaco”, “entrando numa garrafa de vinho” e “o homem que aparece e desaparece” aquele vendedor usava do jogo de palavras, incutindo o desejo de levar vantagem, em detrimento do prejuízo alheio. O esperto, quando alguém se interessava, desconversava: Olha, é dois por um. Você me dá dois reais e lhe devolvo um real. O desavisado cliente ficava a pensar, encabulado com aquela jogada satírica: mas você não queria vender o player por dois reais? E quem era bobo de perguntar! Dá-se um sorriso meio amarelo e sai de fininho, rindo de si mesmo e de sua inocência; enquanto o…

IHGE: Revisão final

A Comissão Revisora terminou na tarde de hoje (09/03) a verificação dos estatutos para fundação do Instituto Histórico e Geográfico de Esperança – IHGE. Os trabalhos estavam sendo desenvolvidos pelo ativista cultural Evaldo Brasil, historiador Ismael Felippe e pesquisador Rau Ferreira. O texto-base foi encaminhado pelo sócio Thomas Bruno de Oliveira, co-fundador do Instituto de Serra Branca e sócio do Instituto Histórico de Campina Grande. Foram cerca de quatro reuniões, debatendo ponto a ponto cada um dos articulados que constituem este regimento, adequando a real necessidade do Município de Esperança. Na oportunidade, foi deliberado o envio do estatuto para os demais sócios, no formato PDF, para iniciar uma discussão que culminará com a aprovação em Assembleia Geral. “O objetivo é que cada um dos sócios tome conhecimento do estatuto que irá reger o nosso IHGE e, a partir desse debate instalado, opinar eventuais alterações das regras. Não temos, ainda, um texto pronto, fechado. Estamo…

O futuro do IHGE

Hoje traçamos algumas metas para o nosso IHGE, neste início de 2018. O consenso foi, de início, para criação de um calendário, com culminância em data festiva a ser definida. Discutimos, ainda, em torno do Estatuto, cujos debates terão prosseguimento na próxima semana, pela equipe revisora, que ficou definida assim: Rau Ferreira, Evaldo Brasil e Ismael Felipe. O pré-projeto será de vencer os artigos para a criação do instituto, antes de enviar para cada um dos sócios um arquivo em pdf, de maneira que possa ser analisado individualmente, e após o decurso de um prazo estipulado, nos reunirmos em votação de assembleia geral. A sede do IHGE será objeto de deliberação, em carta dirigida aos poderes públicos, mostrando a necessidade de instalação desta casa de memória e seus benefícios histórico-culturais para o Município de Esperança. A meta é ingressar o nosso querido torrão entre aquelas cidades que procuram preservar a história local. Não é demais lembrar, que Esperança, em parceria com…