Pular para o conteúdo principal

O Clã dos Virgolino

O clã dos Virgolinos tem origem no sítio Riacho Fundo, no município de Esperança. Deste tronco são originários os Srs. Joaquim Virgolino, comerciante, juiz municipal e prefeito de nossa cidade (1947, 1955/1959); e Heleno Henriques, médico e sócio fundador da Cooperativa de Batatinha de Esperança (1936).
Sobre esta família, nos escreve Cristino Pimentel (2001):
É uma família muito unida. Um clã que se espalhou por diversas partes do Estado, e hoje uma boa parcela dos seus elementos vive e trabalha em Campina Grande, honrando a sociedade e o comércio da cidade.

De grande destaque temos ainda o Sr. João Virgolino da Silva. Seu “Joca” era casado com D. Paulina Nascimento da Silva e pai de oito filhos. Nasceu no Riacho Fundo em 1886. Era branco e de olhos azuis. Seu pai Virgolino Nery faleceu aos 40 anos de um derrame cerebral, sendo ele o filho mais velho assumiu as responsabilidades da casa, encaminhando os demais irmãos no ofício de almocreve no pequeno comércio de fumo, nas feiras de Esperança, Campina e Região.
Em 1916, foi residir em Ouro Branco e, um ano depois, conheceu e casou com sua futura esposa que tinha uma propriedade naquele Seridó.
Nos anos 40, trocou a tropa de muares pelo caminhão aventurando-se nas estradas do Rio Grande do Norte. Porém, no ano de 1953, foi vítima de um acidente automobilístico, perdendo uma das pernas.
Seguiu em frente na profissão de comerciante. Faleceu em 08 de abril de 1958, aos 72 anos de idade, sendo sepultado no  Cemitério N. S. do Carmo, em Campina Grande.

Rau Ferreira

Fontes:
- FERREIRA, Rau. Banaboé Cariá: Recortes Historiográficos do Município de Esperança. A União. Esperança/PB: 2015.

- PIMENTEL, Cristino. Mais um mergulho na história campinense. Edições Caravela. Campina Grande/PB: 2001.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…