Pular para o conteúdo principal

ANCAR Esperança: Há 57 anos...

 A ANCAR – Associação Nordestina de Crédito Agrícola e Rural – foi importante em diversos aspectos do nosso desenvolvimento, notadamente pelo subsídio aos agricultores. A empresa trabalhava em parceria com o Banco do Nordeste para “aplicação de crédito destinado ao desenvolvimento da agricultura, dentro de um esquema econômico traçado para o Nordeste”.
O escritório local foi instalado no dia dois de março de 1959. Estava a frente dos trabalhos o Agrônomo Benjamim Andrade, sendo supervisora Rosemília Mariz e auxiliar escriturário Natanael Lopes de Amorim.
Durante o ato inaugural, foi proferida palestra pelo Agrônomo e Supervisor Geral Luiz Loureiro. Os agricultores assistiram a uma demonstração de como “combater a erosão do solo e a melhor maneira de conservação dos terrenos”. O objetivo era facilitar o crédito à agricultura e pecuária esperancense.
A prefeitura cedeu um prédio, dispondo ainda de um veículo (Jeep) para as visitas dos técnicos a zona rural e distritos.
Uma atividade fomentada pela ANCAR em Esperança foi o artesanato, este como fonte de renda para as mulheres.
Anos depois, a associação foi substituída pela empresa de extensão rural EMATER (Decreto nº 6.755).
Para a composição deste trabalho, nos ajudou o pesquisador Jônathas Rodrigues Pereira, que nos forneceu uma edição do Diário da Borborema, de seu vasto arquivo digital.

Rau Ferreira

Fonte:
- BORBOREMA, Diário da. Edição de 19 de março. Campina Grande/PB: 1959.
- BRASIL, Evaldo. Cultura & Arte: síntese de uma estória sem começo nem fim. Manuscrito publicado neste blog em cinco atos.
- FERREIRA, Rau Ferreira. Banaboé Cariá - Recortes da Historiografia do Município de Esperança. 1ª ed. no prelo. Prefácio de Anderson Monteiro Costa. Esperança/PB.
- MEDEIROS, Jailton de. História de Esperança. s/d. Trabalho escolar. Produção do corpo docente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…