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Esperança d'outrora

De volta ao tema do passado não tão distante. Já disse que cada geração vê uma Esperança diferente da outra. Assim foi nos anos áureos, onde havia clubes e outras entidades que se destacaram na área social. Em épocas mais recentes, falava-se da Praça da Cultura e sua juventude misantrópica. Contudo, o Município não é formado apenas desta ou daquela instituição. Antes, porém, se destacam as suas pessoas.
Nesse aspecto, há em Esperança muitas personalidades, vultos históricos que poderíamos enaltecer. Mas essa não é a nossa intenção, ao menos nesse momento. Gostaria sim, de destacar as pessoas conhecidas e as figuras folclóricas já tão esquecidas.
Assim vamos destacar, na educação: Hosana Lopes, Dona Lídia e Regina Lacerda, antigas professoras. No comércio: Joca Aciole, Chico Avelino, Joaquim Virgolino, José Ramalho, Antônio Nogueira, Antônio Cotó, Dogival Costa, seu Irineu, Lino barbeiro, Lita e seu Patrício. As senhoras: Hilda Batista, Júlia Santiago, Neuza Caetano, Militina, Corina Cabugá, Celina Coêlho e Bebé de Abraão.
Quem não se lembra de Basto da pamonha, com seu comércio na esquina da rua do Sertão? Essas pessoas deixaram muitas saudades: Lêla de Gato, Cícero Preá, Gilvan da Padaria, Cicinato Batista, Professor Biuzinho, Inácio Eleutério (com seus santinhos), Joca Pimenta (do bar da fava), Cabo Duda, Professor Zé Coêlho, João Pichaco, Blodo, Kudu (engraxate), Capitão Zeca, Zuza Valdez, Gogóia, Diogo Batista, Jurinha, Adalberto Pessoa, Pedrinho do queijo, Chico Souto, Otávio da movelaria, Sebastião Diniz, Ednaldo Sales, Zazá e Goteira.
Igualmente conhecidos temos: Geno de Maria Galega, Ana da Rádio, Compadre das Malas, Zé Roupeiro, Vitória Régia, Moleque, Lápis e Manoel Tambor.
Ao lado de figuras folclóricas: Luiz Alejado, Três Motor, Lucíola, Maria de Baixo da Mesa, Maria Beleza, Rangel, João Barata, Estelita, Pacheco, Tota de Olímpia, Candô Peito de Aço, Pedro vai levando e Rita.
A todos estes presto as minhas homenagens, pois Esperança é deles, e por eles a cidade existe. O município não seria hoje essa economia, se não fossem esses bravos esperancenses. Se você lembra de mais alguém, deixe nos comentários. Desde já, nossos agradecimentos.


Rau Ferreira

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