Pular para o conteúdo principal

Theotônio Cerqueira Rocha, por João de Patrício

Theotônio Cerqueira Rocha
Teotonio Cerqueira da Rocha não era esperancense, filho de Rio Grande do Norte. Seus pais, riograndenses do norte, eram Auxenio Josaphat da Rocha e Dona vulpiana coelho Cerqueira Rocha. Particpou intensamente da vida social de esperança, presenciando os fatos mais importantes do nosso municipio. Nasceu no ano de 1887, quando esperança ainda não existia como municipio independente.
No dia 29 de novembro de 1929, quando contava 42 anos de idade, assumiu a promotoria adjunta deste municipio, época em que Esperança ainda nao era comarca, era Termo da Comarca de Areia e pertencia ao muncipio de Alagoa Nova. Aquele ato de posse e compromisso do cargo que estava assumindo, aconteceu na residencia do Dr. Orlando de Castro Pereira Tejo, Juiz Municipal deste Termo (Comarca de Areia), cujo cargo teve a nomeação do então Presidente do Estado da Paraiba, Dr. João Pessoa Cavalcante de Albuquerque, por Decreto de nº 1.608,  de 18 de novembro do ano de 1.929, como se vê do documento acima.

Seu Teotônio Rocha era casado com Dona Lidia Fernandes, então diretora do Grupo Escolar Irineu Jofilly, desta cidade de Esperança, em primeiras núpcias. Enviuvou e continuou tendo a mesma vida social intensa, participando de todas festividades sociais de Esperança.

Algum tempo depois, conheceu Dona Maria de Lourdes Rocha, com quem casou e dessa união conjugal teve dois filhos: Temar Cerqueira da Rocha e Teotonio Cerqueira da Rocha Filho.

Durante sua intensa vida social, por ser muito querido no seio social esperancense, gozando de grande conceito como cidadão estabilizado neste muncípio, era convidado para marcar quadrilhas juninas, em todos as épocas de festas de São João. Participava das festividades sociais no antigo Esperança Clube. 
Era proprietário de dois imóveis, o residencial e um comercial, onde funcionava a antiga Coletoria Estadual, na Av. Manoel Rodrigues de Oliveira e, como espaço de lazer, comprou uma propriedade de terras,com trinta hectares, localizado na região de Lagoa Verde de nosso Municipio.

Seu Teotonio faleceu no dia 07 de agosto de 1967, aos 80 anos de idade.

João Batista Bastos

In http://revivendoesperancapb.blogspot.com.br. Publicado em 26/01/2015.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…