Prócer do PLno PSD

By | 18.2.15 Deixe seu comentário
O movimento político sempre foi muito intenso em Esperança, com duas correntes opositoras. Mas na década de 50 houve uma coligação de forças em prol da candidatura de Francisco Souto Neto, que atraiu muitas adesões para o PSD.
Até então, as duas facções de maior aceitação no Município eram UDN e PL, que vinham perdendo elementos de suas fileiras para o partido do Senador Ruy Carneiro.
Chico Souto tinha um tabelionato público na cidade e estava sendo sabotado pelo coletor estadual na questão das escrituras, cujas avaliações ficavam aquém do preço dos imóveis. Um inquérito chegou a ser aberto, mas Souto desvencilhou-se com galhardia. Depois desse episódio quis morar em Guarabira, mas os líderes do PSD lhe entregaram a chefia do partido.
Naquele mesmo ano aceitou disputar uma vaga na Assembléia Legislativa:

Na verdade, eu não queria ser deputado, eu desejava ficar na prefeitura e eleger Arlindo Delgado para a Assembléia, mas Ruy Carneiro me chamou e disse que, como chefe político do município, a deputação tinha que ser minha. Então, elegemos Arlindo prefeito”, disse.

Em apoio a este ato de ousadia, o prócer político do Partido Libertador - Sr. Dogival Belarmino Costa - resolveu ingressar no Partido Social Democrático, enviando o seguinte telegrama ao correligionário Chico Souto:

Esperança, 13 – Francisco Souto. Rua da Areia, 558 – João Pessoa – PB. Comunico ilustre amigo que acabo desligar-me Diretório Partido Libertador, ingressando PSD sob sua esclarecida orientação. Desejo formar lado senador Ruy Carneiro, o que significa formar lado própria Paraíba. Abraços. DOGIVAL COSTA”.

Nas eleições de 58, Chico obteve a marca imbatível de 87% da votação do eleitorado esperancense.
Arlindo Carolino Delgado elegeu-se prefeito. E Dogival Costa assumiu a vereança de 63 à 1969, chegando à Presidente da Câmara Municipal.


Rau Ferreira*


Referência:
- A UNIÃO, Jornal. Edição de 14 de maio. João Pessoa/PB: 1958.
- IN MEMORIAM, Francisco Souto Neto. Governo do Estado da Paraíba: 1996.


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