História de Ovni's (Parte I)

By | 4.2.15 Deixe seu comentário
Por Júlio César (*)

Esperança e seus causos

Na década de 80, minha família migrou de Alagoas para a Paraíba onde residíamos em Campina Grande até meados de 1982. Um dia, meu pai decidiu fazer um passeio por cidades circunvizinhas comigo e acabamos chegando via São José a cidade de Esperança. Lembro-me que ele ficou tão empolgado com a cidade que acabou convencendo minha mãe a vir morar no Lírio verde da Borborema, na época famosíssima pela boa produção de Batata Inglesa e pelo plantio de chás, o principal deles era o erva doce. Assim, finquei meus pés na cidade e convivi alguns anos fazendo parte de sua história.
Até hoje, sinto ter uma espécie de divida com Esperança, pois caminhei muito por suas terras e ouvi muitas histórias de seus velhos, isto, até meu retorno definitivo a Campina Grande em 1987. Sempre que vou de súbito à cidade realizar alguma pesquisa em seus acervos recordo do dia que meu pai me pegou pela mão e entrou naquele ônibus da São José. Gostaria hoje de abrir minha colaboração ao blog do professor Rau Ferreira contando quatro histórias de outro mundo e que muito ouvi, entre os amigos, nas calçadas da Rua Antenor Navarro.

Ufologia: O caso Riacho Amarelo

Em idos de 1982 uma história assustadora motivou os comentários das pessoas nas praças e calçadas esperancenses, era um assunto intrigante ao ponto de não mais se saber, o que realmente era fato, e o que apenas passava de mito. Trata-se do avistamento de um suposto Disco Voador sobre a ponte do Riacho Amarelo, na divisa Lagoa de Roça/Esperança, ocorrido numa madrugada e testemunhado pelos senhores Leovegildo e Antônio Alves. Segundo comentário, os dois haviam observado um estranho objeto que de longe parecia ter quatro faróis e varias luzes de sinalização, além das cabines acessas. A impressão que se tinha, era que se tratava de um caminhão sobre o outro, mas, ambos com tudo ligado. Os faróis tinham uma intensidade tão forte que às vezes parecia ofuscar a luminosidade das cabines internas.
Na narrativa, contava-se que eles precisaram fazer uma manobra brusca para tentar evitar que aquele veículo viesse a colidir com o carro e causar suas mortes, já que parecia ocupar toda a entrada. Enquanto desciam a ladeira em direção a ponte do riacho ficaram surpresos, pois subitamente, o estranho objeto acabou não vindo ao encontro do carro, mas, incrivelmente decolou na vertical em alta velocidade até sumir no céu. Lembro-me que este caso era muito comentado e que muita gente satirizava a visão das testemunhas, alguns até mesmo citavam que eles estavam bêbados, outros mais religiosos, que eles haviam visto o satanás.
 Bem, o curioso é que recentemente, verificando arquivos do jornal A Gazeta do Sertão acabei topando com a noticia sobre este caso. Na época achava que tudo apenas passava de “histórias de trancoso” transmitido oralmente. Mas, se o fato foi verídico, ou não, necessitava de uma investigação cientifica para esclarecê-lo.
No entanto, o que aprendi nos meus anos de jornalismo é o fato de que ninguém com histórico de vida simples e ensinamentos modestos costuma levar a cara a “bofete” e se expor na mídia descrevendo uma história fantástica, sem que tenha tido uma experiência com ela. Mesmo que possa ser fruto de uma impressão, ou mal entendido, ou mesmo quem sabe, falha de conhecimento sobre algo.
O importante é que o fato ocorreu restando apenas saber até onde a veracidade e o mito decidiram se encontrar. Com o passar dos anos este caso acabou esquecido, mas outros mais surpreendentes também aconteceram.


Por Júlio César (*)


(*) Cartunista e pesquisador, atualmente desenvolve um projeto que finalizará em 2014 com a publicação de um livro sobre o futebol paraibano.
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