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Doces lembranças, por Ana Débora

(*) Por Ana Débora Costa Mascarenhas

Havia já um tempo que eu não frequentava mais a feira da cidade. Hoje fui em busca de novidades para adoçar o cardápio das crianças. A cidade que moro é referência na fabricação de biscoitos e doces. Tem um local na feira só pra vender essas guloseimas, além de muitas lojas especializadas em biscoitos tradicionais daqui, é uma variedade de sabores tamanha que a gente se perde. Os mais tradicionais são os chimangos, os avoadores com erva doce e tudo o mais. Em meio a prova esse, prova aquele, achei um sequilho que derrete na boca, com pedaços de coco que me levaram em uma transmutação direto para Esperança.
Lembrei que em outras ocasiões passar pela padaria de seu Zé Caetano e não comprar aqueles bolinhos de goma que derretiam na boca, não era um passeio bom, e passar na rua João Pessoa e não comprar aquele doce do pai de Marcos, não seria a mesma coisa. Achei guloseimas semelhantes por aqui. Apresentei aos meninos e logo se encantaram com os sabores e as histórias de minha vida adocicada pelos bolinhos de goma da padaria de seu Zé Caetano.
Tive sucesso na empreitada de trazer novidades para o lanche da tarde. E como a primavera se aproxima nada como trazer algumas rosas vermelhas para enfeitar a casa. Todas produzidas na lagoa das flores, por famílias que buscam a sustentabilidade ambiental. E nas voltas que o mundo dá. Flores, doces e frutas coloridas são essenciais para viver bem, lembrar coisas boas e ponto, o resto são detalhes.

Ana Débora Costa Mascarenhas


(*) Engenheira agrônoma, bióloga, especialista em educação ambiental. Escreve  crônicas para O MUNDO DE DÉBORA (http://deboramascarenhas.blogspot.com.br/)

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