Adversidades, poema de Adriano Vital

By | 22.2.15 Deixe seu comentário
Enquanto você pensa.
Eu ajo.
Enquanto você rir,
Eu choro.
Enquanto você grita,
Eu calo.
E quando você cala,
Imploro.

Que há de comum entre nós?

Se se amam nossas almas,
Nossos corpos se odeiam.
E juntos não termos sequer um segundo,
Que dirá a eternidade!
E não teremos nada um com o outro,
Exceto adversidades.

E seremos luz...
E seremos sombras...
Do amor eu semeio o mar,
E do ódio você semeia as ondas.

Vital Carvalho*

*Pseudônimo de Adriano Homero Vital Pereira

AUTOCRÍTICA

A nossa hipocrisia
De condenar o que fazemos,
É como a capacidade
De mentir, que sempre temos.

Somos todos humanos, desumanos...
Ridículos e prepotentes.
Muitos de nós somos vazios, belos
Fartos e carentes.

Esse nosso egoísmo
De só pensarmos em nós mesmos
Nos torna sempre incapazes
De notar os nossos erros.

Somos todos tão medrosos,
Medíocres e insolentes
Muitos de nós somos tristes
Problemáticos e incoerentes.

Essa estúpida vergonha
Que sentimos de alguém
Revela toda uma fraqueza
Que na alma a gente tem

Somos todos tão feios
Vergonhosos e inseguros
Muitos de nós somos podres
Fétidos e impuros

Somos todos assim...
Nos dizemos diferentes
Mas somos todos normais
Pra tudo fazemos bem pouco
E sempre queremos mais.

Vital Carvalho*


(*Pseudônimo de Adriano Homero Vital Pereira)
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