Esperança, poema do Índio Banabuyé

By | 3.1.15 Deixe seu comentário
Na lagoa eu nasci
Na lagoa me criei
Aos pés do Banabuyé
Primeiros passos dei
Vou contar para vocês
Tudo o que eu sei

No Tanque do Araçá
Uma nação existia
Índios Bravos se temia
Toda esta região
Nômades valentes
Possuíam criação
Depois da peste vivente
O lugar abandonaram.

Daí veio a promessa
Que fez a Dona Teté
Levantou um cruzeiro
Fez Romaria e festa
Gastou do seu dinhiro
E afastou daqui a moléstia.

Seu marido era prefeito
O primeiro nomeado
Para o cargo foi aceito
E o município emancipado
Depois veio os eleitos
E hoje está tudo mudado.

Em 25 um poeta
Retornou ao seu torrão
Trazia um livro na mão
E uma mente inquieta
Fez em silêncio revolução
Sem perder a sua estética.

O comércio era forte
E mostrava a sua pujança
Talvez fosse sua sorte
Ou a vocação de Esperança.


O Índio Banabuyé
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