Pular para o conteúdo principal

O carnaval em Esperança

O carnaval sempre foi comemorado em nossa cidade com grande galhardia, e contava com a participação de figuras ilustres como Silvino Olavo, Manuel Rodrigues e Teotônio Costa, que juntamente com outros integrantes formavam o valoroso “Coronel nas ondas” nos idos de 1932.
Antigamente os bailes de carnavais se davam nos clubes e eram freqüentados por toda a sociedade. Mas com o passar dos anos a festa se popularizou e ganhou as ruas. Então vieram as Escolas de Samba, com suas alegorias. Uma das principais características desta época eram os famosos “mela-mela” e as “ala-ursas”.
Competindo com aquelas agremiações, surgiram na década de 70 os blocos carnavalescos; pequenos grupos animados que se denominava também de “Charangas”, a exemplo dos “Taka-toxas” que tiveram seu auge em 1983/1984.
Já nos anos 90 foram criadas as “sedes de carnavais”, que eram casas alugadas geralmente por um curto período para servirem de ponto de encontro dos foliões. Muitas eram incrementadas com som, luminárias e pinturas próprias, exaltando as cores do grupo.
Neste ano o saudoso jornalista Jacinto Barbosa, Secretário de Comunicação da Prefeitura, reviveu os antigos carnavais promovendo juntamente com o Rotary Club Esperança o “I Baile de Máscaras”. Esta festa redundou num enorme sucesso, bastante prestigiada pelos esperancenses.

Rau Ferreira

CRONOLOGIA DO CARNAVAL DE ESPERANÇA

1927: Bom Porque Pode.

1932: Coronel nas Ondas.

1933: Bloco das Flores.

1949: Os Pescadores.

19??: Escola Pioneiros do Samba

1967: Escola de Samba Última Hora.

1970: Os Borós.

1976: Grupo Sambalogia.

1977: Samba 8.

1981: Os Caçulas, posteriormente denominado “Samba Legal”.

1981: Massa Real.

1983: Os Invasores do Samba.

NOTA: A primeira Escola de Samba que se tem notícia na cidade foi a “Pioneiros do Samba”, de Manuel Batista. Não temos a data de sua origem, mas acreditamos ser anterior a 1967.

Fonte:
- “Livro do Município de Esperança”, Ed. Unigraf, 1985, p. 54 e 57/61;

- Arquivo pessoal.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…