Pular para o conteúdo principal

Monsenhor Severiano, notas

Monsenhor Severiano não é só uma rua de Esperança, este padre contribuiu deveras com o progresso desta cidade.
Francisco Severiano de Figueiredo foi administrador paroquial no período de julho de 1929 à março de 1930. Uma de suas principais realizações foi a construção da Gruta de N. S. de Lourdes e reforma da Igreja Matriz, incluindo os mosaicos.
Este pároco nasceu em Caicó/RN em 09/11/1872 e ordenou-se padre na Paraíba em 1898, na Catedral de Nossa Senhora das Neves.
Vejamos um pequeno resumo de sua vida eclesial:
Conego e efetivo em 1905, Monsenhor em 1914, Vigário da Sé, Diretor do Colégio Pio X, Diretor do Seminário, professor do Liceu, jornalista, pregador, latinista (publicou uma gramática latina), nasceu vigário e, já sexagenário, pediu para que lhe dessem um rebanho na doce construção apostolical. Ficou sendo vigário em Esperança, lindo título, em janeiro de 1933”( Revista do IHGP, p. 123).

Dele nos dá conta também o folclorista LUIZ DA CÂMARA CASCUDO:
Quando tive de examinar as datas da criação das freguesias do Rio Grande do Norte, verificar-lhe as datas nos arquivos, um dos guias mais honestos, um dos informadores mais leais, foi o monsenhor Francisco Severiano de Figueiredo, o primeiro historiador religioso norte-riograndense. (...) Severiano viveu sempre na Paraíba mas ligou os dois Estados na sua tarefa intelectual de pesquiza e de dedicação moral”.

De fato, Monsenhor Severiano escreveu o livro “A Diocese da Parahyba” (1906), onde encontramos referência à antiga capela do Bom Conselho. Este livro é um importante registro da Igreja Católica em nosso Estado.

Rau Ferreira
Fonte:
- Revista do IHGP, Volumes 10-13. Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. João Pessoa/PB: 1946, p. 123;
- CASCUDO, Luís da Câmara.História do Rio Grande do Norte. Coleção Vida Brasileira. Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação: 1955;

- Site da Paróquia de Esperança, disponível em http://paroquianossasenhoradobomconselho.org.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…