Pular para o conteúdo principal

João de Deus Melo

O Dr. João de Deus Melo nasceu nesta cidade de Esperança à 01:00 h da manha da segunda feira, do dia 27 de fevereiro de 1928, na casa que fica entre as esquinas da rua João Pessoa e Travessa Thomas Rodrigues de Oliveira, onde hoje é a Motocleta, sendo filho do casal Severino Francisco de Melo e de Francisca Raquel de Melo.
Iniciou seus estudos no Grupo Escolar “Irineu Joffily” no ano de 1937, e concluiu o curso primário em 1942.
Em 1943, prestou exame de admissão para o curso Ginasial do Instituto fundado por Pe. João Honório de Melo, em Esperança. E, em fevereiro de 1944, a convite deste mesmo Pároco, matriculou-se no Seminário Arquidiocesano, em João Pessoa, onde cursou Humanidades (1944-1949) e Filosofia (1950-1952).
Em março de 1953, começou a trabalhar na matriz do Banco do Estado da Paraíba – PARAIBAN, na Capital. E, em 1954, prestou vestibular, desta feita, para o curso de Direito da então Universidade da Paraíba, colando grau aos 04 de abril de 1960. Antes, porém, em março de 1959, inscreveu-se na Ordem dos Advogados do Brasil como Solicitador Acadêmico e obteve a sua inscrição definitiva em março de 1962.
Trabalhou ainda na sucursal da “Sul América” Seguros, em João pessoa (1955); foi Gerente do Cine “São José”, em Jaguaribe (1956), também na Capital do Estado; e Secretário Municipal de Remígio, na gestão de Epitácio Brozeado (1957).
Como jurista foi Adjunto de Promotor Público da Comarca de Esperança (1959) e Promotor Público Substituto da Comarca de Pocinhos (1962).
Em 1962 fez concurso para Promotor Público e Juiz de Direito, sendo aprovado em ambos, optando porém pela magistratura. E no dia 7 de dezembro daquele ano foi nomeado Juiz da Comarca de Antenor Navarro (atual São João do Rio do Peixe), onde serviu até dezembro de 1965.
Em janeiro de 1966, foi removido a pedido para a Comarca de Solânea; e em março, promovido por merecimento para a Comarca de Princesa Isabel, de 2ª Entrância. E removido, respectivamente, em março de 1967 e junho de 1968, para as Comarcas de Cuité e Picuí.
Com o advento da Ditadura Militar e conseqüente instituição do AI-5, no dia 27 de fevereiro de 1969, por decreto do Marechal Artur da Costa e Silva, então Presidente da República, foi aposentado compulsoriamente com vencimentos proporcionais, por motivos “supostamente políticos”. E em agosto daquele mesmo ano, foi novamente inscrito na Ordem dos Advogados, onde permanece regular até hoje.
Ainda no ano de 1963, na Paróquia de Santa’ Ana, da cidade de Alagoa Nova, convolou núpcias com a Sra. Neusa Romero de Melo em celebração presidida pelo Monsenhor José Borges de Carvalho, com quem tem sete filhos: Neuma, Jailson, Nielba, Neilda, Nieuda, Júnior e Raquel, e quatro netos: Rebeca, João Vitor, Isadora e Natália.
Em março de 1973, foi contratado pela Prefeitura Municipal de Esperança, atuando nas funções de Procurador, Assessor e Assistente Jurídico até 27 de outubro de 1997, quando se aposentou por tempo de serviço.
Em 1977, juntamente com outros esperancenses, fundou o Rotary Club de Esperança, onde exerceu por duas vezes o cargo de Presidente, e assumiu diversas vezes o de secretário. E, na qualidade de rotariano, representa a instituição frente ao Conselho Municipal de Saúde de Esperança.
Beneficiado pela anistia política concedida pela Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979, desistindo porém de pedir sua readmissão, contou o tempo de afastamento e passou a perceber proventos integrais. E em junho de 1986, foi elevado a categoria de Juiz de Direito de 3ª Entrância.
Trabalhou ainda como professor do Ginásio Diocesano de Esperança, onde também foi Vice-diretor, dirigiu o Ginásio Comercial “Olímpia Souto” e Presidiu o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente desta Cidade; lecionando ainda nos Ginásios “Adelino Pinto”, de Antenor Navarro, e “Professor Clovis Lima”, de Cuité.
Desde 1984 é Coordenador do Patrimônio da Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho, desta cidade de Esperança, exercendo ainda a serviço da Igreja os cargos de Ministro da Eucaristia e Coordenador da Comunidade de Nossa Senhora do Carmo, do bairro “Nova Esperança”.
É Secretário da Maternidade “São Francisco de Assis”, tendo participado do Conselho Fiscal daquela casa de saúde, e sócio correspondente da Academia de Letras de Campina Grande.

Rau Ferreira

Fonte:
- “Curriculum Vitae”, do Juiz João de Deus Melo;
- Texto: “Dados sobre o Dr. João de Deus Melo – Juiz de Direito”;

- Informações fornecidas pelo próprio biografado em 09/09/2008.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…