Conjugação, poema de Karl Marx Valentim

By | 29.12.14 Deixe seu comentário
O poeta Karl Marx Valentim dos Santos teve este linda composição publicada em 2000 no livro “Seleções Poéticas”, da Editora J. Anesi.
Muito versátil, o poema passeia nos modos e tempos verbais, descrevendo o seu mundo amoroso.

Rau Ferreira

CONJUGAÇÃO

Canto a canção que cantas
Um pássaro canta, cantamos
Mas vós cantais como cantam as matas
Neste indicativo presente somos
Músicos do verbo desta serenata.

Só eu era apaixonado, nos amamos
Eras a deusa do amor mais sensata
Era o tempo em que éramos enamorados
Éreis de ser por mim decantada
No bálsamo das minhas canções nos anos
Que o imperfeito do meu ser retrata.

Fui a procura de ti, senti tua falta
Fostes te esconder em um mundo além dos sonhos
Foi a lágrima a companheira nata
Ela e eu fomos amigos no desengano
Para onde fostes!? Oh! doce ingrata
Que contigo foram todos os desejos
Perfeito plano de fuga me maltrata.

Karl Marx Valentim dos Santos

Fonte:

- “Seleções Poéticas (1999/2000), Ed. J. Anesi Edições, 2000, pg. 54.
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