Academia Esperancense de Letra, por Inácio Gonçalves

By | 31.12.14 Deixe seu comentário
Por Inácio Gonçalves de Souza*


Por seu tratar de uma cidade que não dispõe de um museu, de um Instituto Histórico e Geográfico nem de um Campus Universitário, Esperança bem que poderia comportar uma Academia de Letras. Digo isso sem titubear, até porque, outras cidades de menor porte do que a nossa, já dispõe, além de Academia de Letras, universidade e museus: são os casos de Areia, Pilar, Princesa Isabel, Pombal e Monteiro. A nossa cidade, em relação às cidades citadas, é bem mais nova. Isso, contudo não se torna um empecilho para que tenhamos ou possamos idealizar tais aspirações, em benefício da própria catalogação da história da nossa cidade e de nossa gente.
Pessoas letradas e capazes de compor uma Academia, que temos, do mais alto grau, gabarito e reconhecimento; não seria essa o problema. Devemos lembrar sempre, que aqui nasceu e despertou para o universo das letras, Silvino Olavo (poeta simbolista), Dedé e Antônio da Mulatinha (cordelista), professor, poeta e agrimensor José Coêlho, ale do mais contemporâneo Roberto Cardoso, Evaldo Brasil, Rau Ferreira, José Henriques e Macambira e Querindina, e esse modesto colunista. Por estes e outros fatores elevados, como também, pela grande importância de Esperança para o mundo das letras, estamos devidamente credenciais e aptos para pleitear este grande sonho realizado: dependendo de nossas atitudes e apoios, públicos e ou filantrópicos.
Creio eu, que através deste artigo, desperte nas pessoas que querem o bem e o engrandecimento desta terra, a atenção e o carinho para com a efetivação deste sonho. Esta seria uma grande conquista para a posteridade, levando em consideração, a repercussão e a influência cultural, política e socializante que uma academia de letras pode proporcionar a um povo notável, eclético e acima de tudo, orgulhoso de sua história. Portanto, na terra de cordelistas, artistas plásticos, escritores, historiadores e eruditos, a criação de uma Academia de Letras veria a ser coroamento, para esta gente iluminada, emancipada e intensamente feliz.

Inácio Gonçalves de Souza


(*) Militar, desportista e historiador. Colunista do Jornal A FOLHA DE ESPERANÇA. Matéria publicada d’A FOLHA edição n° 17, Ano III de 01 à 31 de março de 2012.
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