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A Tradição das Lapinhas em Esperança (João de Patrício)

As tradições natalinas persistem em nossa cidade, apesar das inovações da tecnologia, com o aparecimento de meios eletrônicos que dispersam e fazem afugentar as mais remotas tradições, como sejam: O Cartão de Natal, as confraternizações das famílias em suas residencias, os presentes de Natal e, principalmente, a figura da mais antiga tradição, o Papai Noel.
Várias famílias esperancenses, através de suas religiosas e zelosas donas de casa faziam questão de dar um tom aconchegante dentro de suas casas, com ornamentações tipicamente natalinas, comidas por demais saborosas regadas a vinho tinto, os perús cevados nos seus quintais, sem se falar no ornamento mais caprichado e bonito, a árvore natalina iluminada, cheia de bolas coloridas que perduravam até o final de festividades de fim de ano.
Faço questão de mencionar, também, a tradicional ceia de natal, após a Santa Missa, à meia noite, logo após a Missa do Galo. Era uma festa que rolava até pela madrugada.
Dentre as famílias de Esperança que faziam questão de expor a sua Lapinha, posso mencionar a família Duarte Meira, na pessoa de Dona Maria Duarte, a própria Inacinha Celestino, como se vê na foto acima, Dona Julia Santiago, Dona Teté Rodrigues e tantas outras que cumpriam a tradição, a cada ano, religiosamente, sem esquecer que a Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho também expunha uma Lapinha gigante, dentro da Igreja, para a visita de todos os católicos.
Com a modernidade, as tradições festivas estão perdendo o brilho, quase sendo esquecidas, relevadas a segundo plano, substituidas por fantasias diferentes que não teem muita ligação com a tradição do Natal. Resta-nos relembrar, fazer o registro em páginas eletrônicas.

João Batista Bastos


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