Pular para o conteúdo principal

Lei do patronato da PMPB

Cel. Elysio Sobreira
O Coronel Elísio Sobreira (1878 – 1942), é filho natural de Esperança/PB. E ingressou ainda jovem na carreira militar. Serviu à corporação durante 35 anos, participando intensamente de diversos confrontos, dentre os quais, o primeiro que se tem notícia a grupos armados na região polarizada por Monteiro, no Cariri paraibano.
Faleceu aos 64 anos de idade, após ter assumido o Comando Geral da PMPB por duas vezes (1924 à 1928 e de 1930 à 1931).
Por sua força e bravura, foi escolhido “Patrono da Polícia Militar da Paraíba”, pelo então Governador Flávio Ribeiro (Decreto nº 1.238/57), sendo-lhe dedicado o dia 20 de agosto para as comemorações (Decreto nº. 15.489, de 9 de agosto de 1993).
Para o conhecimento dos nossos leitores, trazemos na íntegra o decreto que instituiu o patronato.

Rau Ferreira

DECRETO Nº. 2. 238, de 10 de outubro de 1957.
O Governador do Estado da Paraíba, usando das atribuições que lhe confere o art. 52, inciso I, da Constituição Estadual, e considerando ser de praxe toda e qualquer corporação armada possuir o seu Patrono;
Considerando que pertenceu aos quadros da Polícia Militar do Estado até o posto de seu primeiro Coronel, o saudoso ex-oficial ELYSIO SOBREIRA, perfeita encarnação que foi do bom cidadão e militar, cuja fé de ofício muito honra a sua memória;
Considerando que hoje transcorre o 126.° aniversário da fundação da citada milícia;

DECRETA:
Art. único. Fica escolhido Patrono da Polícia Militar do Estado, o ex-oficial Elysio Sobreira, seu primeiro Coronel e Comandante em diversas administrações estaduais.

João Pessoa, 10 de outubro de 1957, 69.° da Proclamação da República.

FLÁVIO RIBEIRO
Governador

Referências:
- Wikipédia, PMPB (http://pt.wikipedia.org/wiki);
- http://www.pm.pb.gov.br, História da PMPB, texto do Cel. BATISTA de Lima;
-  Paraíba, legislação: Decreto nº. 2. 238, de 10 de outubro de 1957.

- Paraíba, legislação: Decreto nº. 15.489, de 9 de agosto de 1993.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…