Dia de Sábo, poema de Jose Adeilton

By | 28.7.14 Deixe seu comentário
Dia de Sábo

Ofereço este poema a todos os amigos
que admiram a poesia nordestina
Papai levou um jumento ,
Cuma caiga de caivão,
Pa vendê e faze fera,
Comprar farinha e fejão,
Carne de poico e custela,
Pra noi cumê um pirão.

Eu na fera reparei ,
Tudo que tinha de gente,
Baibeiro tirano baiba,
Pu doi real somente,
Na frente a veia vendeno,
Inxofre, paivi e pente.

La na cuiva do meicado.
Tombem vi uma muié,
Vendeno chicra de loiça,
Dessa de tumá café,
Arupema. quengo e cuia,
Prato de barro e cuié.

Tem coisa que arrente vê.
Na fera que se arripea,
Doto arracano dente,
Pu dei real a pareia,
Bebo arrumano briga,
E unhas veia incheridas
Cum us brincão nas zureias.

La no meicado noi fumo,
Tuma café cum siqui,
Tinha um cego pidino irmola,
Arrudiado de fi,
Um bebo dano trabai,
Dexa eu vê se eu lembo mai,
Foi isso mermo que vi.

José Adeilton da Silva Moreno
Vereador Amazan de Esperança


(*) Publicado no blog do Vereador Amazan [vereadoramazan.blogspot.com], em 18/07/2011.
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