Padre Zé: Candidato a santo!

By | 28.6.14 Deixe seu comentário
Monsenhor José Coutinho - Padre Zé
Monsenhor José da Silva Coutinho – o Padre Zé – pode se tornar o primeiro paraibano a ser consagrado santo.
Nascido em Esperança, aos 18 dias do mês de novembro de 1897, filho do casal Júlio da Silva Coutinho e de Eusébia de Carvalho Coutinho; sobrinho do Arcebispo de Alagoas D. Santino Maia, era também afilhado do Vigário Geral da Arquidiocese da Paraíba, Monsenhor Odilon.
Benemérito da ação social em nosso Estado, fundou o Instituto São José e um hospital que leva seu nome, ambas as instituições de ajuda aos mais necessitados. Também era músico, escritor e professor.
Devoto incondicional de Nossa Senhora do Carmo, participou da fundação do Jornal “O Lábaro” e da orquestra “Regina Pacis”, e criou uma espécie de cooperativa para ajudar os seminaristas pobres junto ao Seminário da Parahyba.
Em carta dirigida ao Monsenhor Palmeira, vigário de sua terra natal, relata a sua condição de pobreza:

Não fossem meus males físicos e principalmente minha pobreza, eu iria à sua Festa. Mas, só viajo na boléia de uma camionete, com minha cadeira de rodas em cima, com quatro rapazes, que aqui no Instituto São José chamam de motoristas, para não ficar aí no meio da rua, sem poder me locomover para parte alguma” (Em 27/11/1972)”

Bastante caridoso, nunca se descuidou de seu rebanho e fazia de um tudo para angariar fundos para as suas obras assistenciais. Quem é que não se lembra de suas investidas pelas ruas da capital parahybana, em sua cadeira de rodas, cutucando um e outro transeunte por uma contribuição? Foi nesse afan de recolher doações que passou mal e foi internado, vindo a falecer no dia 5 de novembro de 1973.
O procedimento de beatificação é longo e tem muitas exigências. Para tanto, é necessário coletar dados acerca de sua vivência e virtude, aliado ao relato de pessoas que alcançaram alguma graça, trabalho que vem sendo realizado pela Arquidiocese da Paraíba. Mas no quesito milagre o monsenhor ganha de goleada. Pelo menos três são apontados como sendo obra do padre esperancense.
O certo é que antes de concedida a beatificação pelo Sumo Pontífice da Igreja, o processo tem que ser enviado para o Tribunal Eclesiástico de Olinda e Recife, para criteriosa análise de seu conteúdo e, somente após, ser remetido a Roma.
Cidadão benemérito de mais de 40 municípios, o Padre Zé está sepultado no Cemitério da Boa Sentença em João Pessoa.


Rau Ferreira
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