Ossos do ofício!

By | 14.6.14 Deixe seu comentário
OSSOS DO OFÍCIO!

O prefácio de Elísio Sobreira.

Quando me foi solicitado pelo autor Inácio Gonçalves de Souza em uma conversa informal o prefácio de seu novo livro – Coronel Elísio Sobreira: do heroísmo ao patronato – foram necessárias apenas duas horas para entrega-lo a professora Marilda Coêlho, responsável pela digitação e editoração desta obra.
Não tinha dúvidas de que este seria um bom exercício. Foi prazeroso e oportuno expor os meus conhecimentos acerca deste ilustre esperancense.
Imaginei-o na pequena Vila Banabuyê em companhia de seus pais Juviniano e Maria Augusta Sobreira, com quem aprendera as primeiras letras; o ingresso na academia policial onde sobressaiu os seus dotes musicais, e sua ascenção ao posto de alferes. Suas lutas armadas, combatendo os inimigos da pátria republicana, a sua feliz administração nas interventorias das cidades de Alagoa Grande e Pombal. E até mesmo dirigindo a corporação que serviu por longos 35 anos.
Considerei ainda a sua atuação como ordenança do governador João Pessoa Cavalcanti, encerrando sua carreira no mais alto posto da polícia paraibana e fundando, em 1936, a Caixa Beneficenete de Oficiais e Praças da PMPB. Para enfim, assumir na Capital a pasta de abastecimento quando, acometido de uma apendicite aguda entrega a sua vida ao Senhor no dia 30 de maio de 1942.
Elísio foi para muitos um ícone de destreza e força, coragem e determinação. Que outro comandante poderia assumir o patronato da nossa briosa Polícia Militar? Em Inácio encontrei ainda a disposição para publicar um artigo que se encontra às folhas 91 – O funeral de um comandante – que neste ínterim compus.
Duas horas foram suficientes para mim. Mas a pesquisa que ousei prefaciar vai além desta biografia e os senhores poderão conferir em breve. A obra discorre sobre a sua carreira militar, as lutas armadas, as interventorias em Alagoa Grande e Pombal e as principais condecorações. Brinda-nos o seu autor com o seu belíssimo trabalho de pesquisa que registra os fatos históricos vivenciados pelo Coronel Elísio Sobreira e que é também uma homenagem a sua cidade natal – Esperança – terra do saudoso poeta Silvino Olavo, do historiador Epaminondas Câmara, de Gemy Cândido, o crítico literário, e do benemérito Monsenhor José Coutinho entre outros nomes igualmente ilustres.

Rau Ferreira
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