Sol recebe Mário de Andrade

By | 30.5.14 Deixe seu comentário
Silvino Olavo
Em fevereiro de 1929 o escritor Mário de Andrade, autor de Macunaíma (1928), esteve visitando a Paraíba. Na ocasião fez-se acompanhar de alguns intelectuais da época como José Américo de Almeida e Ademar Vidal, ligados à revista “Era Nova”, a quem chamou de “amigos”. E também de  Silvino Olavo, que nessa condição particular reavivara a sua memória ao escrever em cartas a lembrança de sua pessoa “me abraçando”.
Estes mesmos o “esperavam no caminho” antes mesmo de sua chegada a este território. Chegando aqui “Em companhia dos amigos modernistas”, se dirigiu até o hotel onde “Bem no canto alto da parede uma aranha enorme, mas enorme” lhe chamou a atenção.
“Cheguei contente à Paraíba”, escreveu em O Turista Aprendiz (p. 307).
Em sua estadia nesse Estado, caminhou pelo litoral e visitou alguns bairros. “Fiel ao seu programa de idéias o ilustre intelectual paulista veio ao Nordeste com o fim de coligir mais documentação para sua obra do folclore musical do Brasil” (A União, 29/01/1929). E a pedido do Jornal “A Província” do Recife, relatou as suas viagens.
Certamente a visita à Paraíba lhe deixou boas impressões e dos amigos que aqui fizera levou algo “novo” para a sua produção literária. De Silvino Olavo, podemos dizer, foi o mais afável ao que parece.

Rau Ferreira

Referências:
-         Wikipédia (http://pt.wikipedia.org): Mário de Andrade e Macunaíma, acesso em 28/02/2010;
-         Jornal “A União”, Estado da Paraíba: “Intellectuaes Illustres”, edição 29/1/1929;
-         ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz. 2 ed. São Paulo: Duas Cidades, 1983, p. 27 e 307;
-         Por um inventário dos sentidos: Mário de Andrade e a concepção de patrimônio e inventário, Volume 39 de Estudos brasileiros, por Antonio Gilberto Ramos Nogueira, Ed. Hucitec: 2005;

-         Múltiplo Mário: ensaios, Maria Ignez Novais Ayala, Eduardo de Assis Duarte, Ed. UFPB: 1997.
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