Pular para o conteúdo principal

Paróquia de Esperança

Atual Av. Manuel Rodrigues, aspecto de 1941
O ano de 1860 marcou a fundação da Capela de Nossa Senhora do Bom Conselho, onde hoje é a Igreja matriz, por orientação do Frei Venâncio, primeiro missionário a chegar nestas terras e a celebrar missa.
Segundo a tradição, a devoção à Mãe do Bom Conselho no Brasil teria se iniciado em 1785 pelas mãos do padre jesuíta José de Campos Lara.
Além do nosso pequeno torrão, a cidade de Princesa Izabel, no alto sertão paraibano, segue igualmente a devoção a Virgem do Bom Conselho.
Mas a Paróquia somente foi criada no dia 20 de maio de 1908, desmembrada da Paróquia de Alagoa Nova por ato do Bispo da Paraíba Dom Adauto de Aurélio de Miranda Henriques, tendo ao comando o Padre Francisco Gonçalves de Almeida, nosso primeiro pároco.
Posteriormente a pequena capela foi demolida e no mesmo local construiu-se a Igreja Matriz como hoje a conhecemos. Com uma torre de 36 metros de altura e uma cruz de acrílico no alto, a igreja possui ainda um relógio e uma gruta de pedras de rosa, onde se vêem as imagens da Virgem de Lourdes e Santa Bernadete. Nesse local eram sepultadas as pessoas importantes da cidade.
Antigamente no interior da igreja havia um altar-mor no melhor estilo barroco, que foi demolido para dar lugar a um mais simples por determinação do Concílio Vaticano II, cujas ordens foram seguidas a risca por Padre Manuel Palmeira.
Já o coral foi criado em 1942 e existiu por 12 anos, partindo a iniciativa da Sra. Hilda Batista, e animava tanto as missas quanto as festividades da padroeira. Sua característica era o canto orfeônico e litúrgico, que era acompanhado na matriz pela Serafina tocada por Júlia Santiago e depois por Maria Duarte.
A Paróquia é bastante grande e é dividida nos seguintes setores: cidade, São Tomé, Massabiele, Pintado e São Miguel, que agrupam várias comunidades além de 26 capelas nas zonas rural e urbana, algumas ainda em construção, a exemplo da Capela Santana no Sítio Timbaúba.
Integram ainda a nossa comunidade cristã vários grupos de jovens e adultos dedicados à evangelização: Apostolado da Oração, Obra Nova,Jesus Redentor, JUFRA, EJC, ECC,Anunciando Jesus, Jacozinho do Senhor, Nova Geração, Divina Luz, Grupo dos Homens, Grupo das Mulheres, Irmandade do Santíssimo,Construtores da Paz, Vicentinos, OFS e Oficina de Oração. E diversas pastorais, como a dos Noivos, da Pessoa Idosa, da criança, pastoral carcerária etc.
A Paróquia mantém ainda um Sopão Comunitário nas comunidades São José e Portal, como parte de sua obra social.
Nosso sacristão é o senhor Pedro Florentino de Souza, que atua na igreja desde 1984.

Rau Ferreira

Referência:
- Livro do Município de Esperança; Ed. Unigraf, 1985;
- Revista Esperança 82 anos, Editor Jacinto Barbosa, novembro de
2007;
- Revista Centenário da Paróquia de Esperança, Editor Jacinto Barbosa, 30 de maio de 2008.

- site da Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho (http://www.paroquianossasenhoradobomconselho.org/).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança sob o golpe do AI-5 (Parte I)

O AI-5 (Ato Institucional nº 5) foi o mais duro golpe da Ditadura no Brasil. Baixado pelo em 13 de dezembro de 1968, impôs uma série de restrições aos direitos individuais, conferindo carta branca para ações arbitrárias do governo. Muitos cidadãos foram perseguidos, presos, cassados, torturados e até mortos em nome do ultranacionalismo. As consequências deste nefasto ato chegaram a nossa pequenina Esperança, onde o Centro Estudantal que funcionava perto do calçadão teve suas portas arrombadas e toda a documentação espalhada pelo chão. De certo que os autores deste delito procuravam alguma prova que pudesse incriminar os estudantes, contudo nada encontraram. Um dos líderes estudantis por presságio ou algum sentido apurado, na manhã daquele dia retirou de lá panfletos e manuscritos que poderiam ser taxados de subversivos pelos militares. À noite quando o crime foi cometido encontraram apenas material escolar sem qualquer implicação. Em nossa cidade foram poucos os que ousaram se opor àque…

Boato de jornal

A festa da padroeira de Esperança podia ser vista de diversos ângulos: a homenagem que se presta a santa, a celebração de mais um ano com a liturgia do Bom Conselho, o pastoril com suas donzelas e o pavilhão onde se amealhava donativos através do leilão de pratos típicos. Nesse contexto, sempre existiu, o jornalzinho de festa, produzido pelos mais letrados da comunidade, veiculando fofocas, disse-me-disse e outras particularidades da nossa gente. Na vanguarda, temos “A Seta” (1928) de Tancredo Carvalho. Podemos citar, ainda, o “Gillette” (1937) de Sebastião Lima e Paulo Coêlho, que se perpetuou com Zé Coêlho e sua filha Vitória Régia. Pois bem. Nos anos 40 surgiu “O Boato”, com direção de Eleazar Patrício e gerência de João de Andrade Melo, que se denominava “Órgão da Festa de N. S. do Bom Conselho”. Impresso na tipografia S. João, de João Andrade, seu primeiro número circulou em janeiro de 1941, com os quadros: Verdades & Mentiras, Ontem e Flores Bela. Com versinhos, notícias fant…

Passagem da Imagem Peregrina do Carmo (1951)

A Paróquia do Bom Conselho, no Município de Esperança (PB), recebeu e hospedou em 1951, a embaixada cívico-religiosa em preparação ao VII Centenário do Escapulário do Carmo. O Padre Zé Coutinho, filho da terra, e Carmelita devoto, buscou meios para desviar a peregrinação até Esperança. E quem negaria um pedido de Padre Zé? A Virgem peregrina chegou por volta das 13 horas, do dia 11 de setembro, acompanhada pelos reverendos padres Cônego José Coutinho, Pedro Serrão e Cristovam Ribeiro, este último vigário de Campina Grande; e de algumas irmãs carmelitas. A imagem trazia a “mensagem de paz, amor e benção de N. Senhora a todos os cristãos, suplicando pela pátria”, combatendo os “inimigos da pátria e da humanidade, uma vitória para Cristo e à Igreja”. Cerca de dez mil fiéis aguardava no pátio da matriz, sendo recepcionada com grande galhardia. O vigário da Paróquia fez a saudação às 17 horas, com a presença de autoridades locais e classes religiosas, sob a Presidência do Revmo. Frei João Bo…