Reformas da Matriz (Parte II)

By | 12.12.11 Deixe seu comentário

AS REFORMAS
DA IGREJAMATRIZ

Parte II

D
andocontinuidade a série sobre as reformas na Igreja de Esperança, vamos relatar umpouco da grande alteração que se deu na administração do Padre João Honório(1937/1951). Este pároco foi o responsável por alterar sensivelmente a fachadada Matriz, derrubando as duas torres anteriores que havia e deixando apenas umaao centro.
Ogrande fomentador destas mudanças foi o Coronel Elysio Sobreira, que abriu umaconta em um banco (Caixa Operária do Estado) para recolher as doações. A idéiainicial era a aquisição de um relógio para a igreja, que teve início em 28 dejunho de 1931.

Asubvenção para compra do relógio da Igreja teve início no dia 28 de junho de1931, por iniciativa do Coronel Elísio Sobreira, recebendo importantes doações,inclusive do Bacharel Silvino Olavo. Odinheiro era recolhido junto a Caixa Rural e Operária do Estado.
MonsenhorJoão Honório, quando administrou a paróquia (1937-1951), alterou a fachada dotemplo. Os trabalhos tiveram início no dia 08 de novembro de 1939, retirando asantigas torres e deixando apenas uma central, com aproximadamente 14 metros. Naparte interna, foram feitos “consertos no forro de toda a nave e corredores,limpeza e pintura geral e nova instalação elétrica” (Livro Tombo I: 03/02/40).
Ainauguração da reforma se deu em 14 de abril de 1940, “Em homenagem à datagloriosa da Ressureição de Jesus Cristo” (Livro Tombo I: 14/04/40).
Naoportunidade, foram concedidas as bençãos e entronização do salão superior daefigie da Sasgrada Família.
“Areferida parte nova é um complemento a nossa Igreja Matriz que se compõe de umpavimento térreo, onde funcionam sacristia, secretaria e sala de alfaias, e umandar superior de um só salão, destinado as reuniões das associações religiosase a sede da ação Católica”, escreveu o paroco.
Otrabalho orçou em 27.500$000, em moeda corrente da época.
Emseu interior existia um imponente altar no melhor estilo barroco, com diversasimagens. Coube ao Monsenhor Palmeira a sua derrubada, seguindo orientação doConcílio Vaticano II pois os padres não podiam mais celebrar de costas para osfiéis.
Delá para cá muitas a igreja sofreu diversas reformas, mas nada que alterasse assuas características, como fora a de 1940.
Procurou-sesempre preservar a sua arquitetura, acrescendo apenas em formosura. Mudou opiso, por exemplo, que passou a ser de granito, mas manteve-se intocável aestrutura principal.

Rau Ferreira

Fonte:
-        JOFFILY, Irineu. Notas sobre a Parahyba, EditoraTypographia do "Jornal do Commercio": 1892, p. 208/209;
-        A PARAHYBA, Livro. Volume 2. Imprensa Official. JoãoPessoa/PB: 1909;
-        MEDEIROS, Coriolano de. Diccionario chorographico do Estado da Parahyba. Imprensa Official.João Pessoa/PB: 1914: p. 35.
-        A UNIÃO, Jornal. Órgão do Estado da Paraíba. Edição de domingo,28 de junho. João Pessoa/PB: 1931;
-        A UNIÃO, Jornal. Órgão do Estado da Paraíba. Edição dedomingo, 13 de setembro. João Pessoa/PB: 1931;
-        Site da Paróquia, disponível em http://www.paroquianossasenhoradobomconselho.org;
-        PARÓQUIA, Livro Tombo I da. Paróquia do Bom Conselho.Esperança/PB, pág. 03/02 à 14/04/1940;
-        CENTENARIO, Revista. Ed. Jacinto Barbosa. Editado emmaio. Esperança/PB: 2008;
-        ESPERANÇA, Livro do Município de. Unigraf.Esperança/PB: 1985, p. 70/71;
-        82 ANOS, Revista Esperança. Ed. Jacinto Barbosa. Editadoem novembro. Esperança/PB: 2007.
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